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Brasil

IML identifica 100 corpos dos mortos na megaoperação do Rio de Janeiro

Todos os cadáveres passaram por necropsia; laudos que detalham as causas e circunstâncias das mortes devem ser divulgados em até 15 dias úteis

Sarah Américo

De acordo com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro, 132 pessoas morreram após a megaoperação contra o Comando Vermelho de terça-feira (28)
De acordo com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro, 132 pessoas morreram após a megaoperação contra o Comando Vermelho de terça-feira (28) EGBERTO RAS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

O Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro identificou 100 dos 121 mortos na Operação Contenção, segundo informações divulgadas por parlamentares que visitaram o local nesta quinta-feira (30). Todos os corpos passaram por necropsia, mas os laudos, que detalham as causas e circunstâncias das mortes, devem ser divulgados apenas em um prazo de 10 a 15 dias úteis. Até o momento, 60 corpos foram liberados para sepultamento. Deputados federais e estaduais que participaram da diligência cobraram a divulgação da lista com os nomes dos mortos já identificados. De acordo com o deputado federal Henrique Vieira (PSOL-RJ), a direção do IML informou que a publicação dessa relação é responsabilidade da Secretaria de Polícia Civil.

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“Se já tem um número de identificados e um número de liberados, por que isso ainda não é público? A única conclusão é que o Secretário de Polícia Civil ainda não autorizou”, afirmou Vieira. A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) acrescentou que os responsáveis pelo IML alegaram que a operação faz parte de uma investigação, o que impede a divulgação imediata dos nomes. “Isso mostra que eles já têm uma pré-caracterização de quem são esses mortos, de que há o envolvimento deles em algum crime”, disse.

A comitiva também cobrou que os familiares tenham direito a ver os corpos antes do recolhimento pelas funerárias. A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) relatou o caso de um casal que teve o filho decapitado e enfrentou dificuldades para reconhecer o corpo. “É um direito constitucional. A justificativa é falta de espaço e o fato de a perícia ser técnica, com identificação por papiloscopia, DNA ou radiografia. Mas nós apelamos porque a dor das famílias é muito grande”, declarou. A Operação Contenção, realizada em comunidades do Rio, é considerada a mais letal da história do estado, com 121 mortos confirmados até o momento.

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*Com informações da Agência Brasil