Leo Pinheiro deixa prisão da Lava Jato e passa a usar tornozeleira eletrônica
Com a delação homologada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (13), o ex-presidente da OAS Leo Pinheiro deixou a prisão da Operação Lava Jato, no Paraná, e vai cumprir o restante da sua pena usando tornozeleira eletrônica em casa, em São Paulo.
Os relatos do empreiteiro tiveram peso decisivo nos processos em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado na Operação Lava Jato – o petista e Léo Pinheiro cumprem pena em Curitiba. Pinheiro teria direito ao benefício porque já cumpriu mais tempo no regime fechado do que foi estabelecido no acordo: somando as duas passagens pela prisão, em 2014 e em 2016, ele ficou 3 anos e 9 meses na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.
O acordo de delação do ex-presidente da OAS levou mais de dois anos de negociação e foi pivô de uma crise interna na Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na semana passada, membros do grupo da Lava Jato na PGR renunciaram após a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pedir ao STF o arquivamento de parte da delação do empreiteiro em que ele citava o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e um dos irmãos de Dias Toffoli, presidente da Corte, segundo fontes que acompanham a investigação.
Até a principal assessora da chefe do Ministério Público Federal na área criminal, Raquel Branquinho, deixou o posto na Procuradoria-Geral.
Ao homologar a delação de Pinheiro, o ministro do Supremo arquivou cinco anexos rejeitados por Dodge. Além dos trechos em citam Maia e o irmão do presidente do Supremo, teriam sido arquivados anexos que citavam o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, e o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro.
Léo Pinheiro foi preso pela primeira vez na Operação Juízo Final, 7.ª fase da Lava Jato deflagrada em novembro de 2014. Foi para a prisão domiciliar, por ordem do STF, e voltou para o regime fechado em 5 de setembro de 2016. O empreiteiro tem cinco condenações na Operação Lava Jato.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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