Maia: ‘O que me preocupa é ver o que vai acontecer com o Brasil sem a reforma’
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) minimizou o cancelamento da ida do ministro da Economia, Paulo Guedes, à Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ) e reforçou que o ministro tem a confiança do parlamento. Além disso, voltou a declarar seu apoio pela aprovação da reforma da Previdência. “O que me preocupa é ver o que vai acontecer com o Brasil sem a reforma. Precisamos olhar para frente”, disse. Depois dos últimos atritos com o governo de Jair Bolsonaro, Maia também reforçou que irá trabalhar pela reforma, mas “dentro do seu quadrado”.
“Eu não tenho condição de ficar na CCJ debatendo reforma. Meu limite é ir até a CCJ com ele (Guedes) e mostrar meu apoio a ele e à proposta. E é isso que vou fazer. Dentro do meu quadrado, todo meu apoio à tramitação e aprovação da previdência”, disse.
Apesar do cancelamento da ida do ministro à CCJ, Maia manteve sua postura de demonstrar apoio a Guedes. “O ministro Guedes tem toda confiança do parlamento, todo apoio dos partidos que tem dialogado e participado de reuniões com ele”, disse. “Acho que ele pensou que não teria apoio do plenário da CCJ e achou melhor não vir. Eu disse a ele: ‘ministro, o senhor já deu demonstrações de que respeita o parlamento brasileiro, se a sua decisão for essa, eu como presidente da Câmara, vou respeitar e conversar com os líderes partidários para que a gente encontre uma data para que se possa continuar debatendo”, afirmou Maia.
Maia afirmou que o presidente da CCJ, Felipe Francischini, poderia indicar já um relator e frisou que seria uma boa ideia ser alguém do próprio PSL. “Ele vai ter mais apoio e melhores condições de dialogar com o ministro e com o líder do governo para construir um diálogo, uma maioria na Câmara dos Deputados”, comentou.
Sobre o documento dos líderes do Centrão que fala sobre a retirada do BPC e da aposentadoria rural da PEC, Maia disse que a iniciativa “é uma boa”. “Acho que os dois temas têm mais atrapalhado do que ajudado a reforma da Previdência. O BPC e a aposentadoria rural não são, do ponto de vista fiscal, o principal problema”, afirmou.
*Com Estadão Conteúdo
continue lendo
Brasil
São Paulo registra tarde mais fria para um mês de setembro em 26 anos
Capital registrou 13,6 °C, a menor temperatura máxima registrada foi de 13,1 °C, em 26 de setembro de 2000
- Policial militar é preso suspeito de feminicídio em Embu das Artes Jovem Pan · há 8 horas
- Veja quais são os próximos feriados do 2º semestre Estadão Conteúdo · há 12 horas
- Quadrilha invade e furta casa em área nobre de São Paulo Estadão Conteúdo · há 12 horas
- Mulher de PM é achada morta em Embu das Artes; polícia investiga o caso Estadão Conteúdo · há 13 horas