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Moradores seguem sem energia e Aneel, Enel e Tarcísio têm nova reunião na segunda

Interlocutores ligados ao governo de São Paulo afirmam que Agência Nacional de Energia Elétrica quer punir severamente concessionária

Caroline Hardt

Representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Enel de São Paulo, prefeitos da Região Metropolitana e o governador Tarcísio de Freiras (Republicanos) marcaram uma nova reunião para a próxima segunda-feira, 13, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Na última segunda, eles fizeram um primeiro encontro para debater o apagão que atingiu mais de 2 milhões de imóveis no Estado. Na semana que vem, estão previstas duas reuniões separadas: uma entre Aneel, o chefe do Executivo e os prefeitos e, em seguida, outra entre Enel e Tarcísio, com objetivo de dar uma resposta à população. Segundo interlocutores ouvidos pela Jovem Pan, a Aneel tem prometido uma resposta forte e severa à Enel, além de punição. A distribuidora de energia elétrica tinha se comprometido a restabelecer em 100% dos serviços até a noite da ultima terça-feira. 7. Nesta quinta-feira, 9, no entanto, seis dias depois do ocorrido, ruas inteiras ainda registam falta de luz, em bairros como Jardim da Saúde e Alto da Boa Vista, na capital paulista, e em cidades como Embu das Artes e Cotia, na Grande São Paulo.

Como o site da Jovem Pan antecipou, em nota, a Enel diz que “restabeleceu na manhã dessa quinta-feira, 09/11, o fornecimento de energia a praticamente todos os clientes impactados na última sexta-feira”, e que “técnicos seguem trabalhando desde a madrugada em uma ocorrência complexa que envolve árvores e a substituição de postes em Cotia e Embu para restabelecer a energia a cerca de 1300 clientes que ficaram sem fornecimento”. Afirma, ainda, que “em paralelo, a empresa também segue atuando para normalizar cerca de 30.000 registros de falta de luz originados nos dias seguintes à tempestade.” Além de debater medidas de retaliação a Enel, também deve ser discutido um plano de indenização. Na semana passada, Tarcisio de Freitas pediu que medidas para ressarcir quem perdeu alimentos fossem pensadas. A indenização para outras, perdas, como aparelhos queimados e dias sem luz, já tem regulamentação prevista, mas podem ter os processos acelerados.

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