MPF investiga atraso na entrega de presídio que poderia ter reduzido superlotação em Altamira
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito para investigar o atraso na entrega do Complexo Penitenciário de Vitória do Xingu, no sudoeste do Pará, que tinha como um dos objetivos reduzir a superlotação das cadeias da região, incluindo o presídio de Altamira, onde uma rebelião acabou com 58 mortos nesta segunda-feira (29).
O superintendente da Susipe, Jarbas Vasconcelos, havia afirmado em entrevista que o Centro de Recuperação Regional de Altamira não sofria de superlotação e que o governo estava “aguardando a entrega de uma nova prisão pela Norte Energia, construtora e operadora da usina hidrelétrica Belo Monte, que deve ficar pronta até dezembro”.
“Os contâiners não são improvisados, existem há algum tempo, mas com a entrega do novo complexo como compensação ambiental da empresa, teremos capacidade para 306 internos e ainda uma unidade feminina. Esperamos, assim, ter um espaço mais seguro e moderno na região da Transamazônica”, declarou na ocasião.
No entanto, segundo relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o presídio de Altamira foi projetado para comportar 163 presos, mas estava com lotação de 343 detentos. De acordo com o documento, o local tinha condições “péssimas” e falta de agente penitenciários.
No despacho de instauração do inquérito, o MPF determinou o envio de ofício à Segup com requisição de cópia do convênio assinado para a construção do complexo, informações sobre o estágio atual dos trabalhos e sobre o cronograma para finalização e entrega da obra, dados sobre os recursos destinados ao projeto, e esclarecimentos sobre as medidas adotadas pelo Estado do Pará em decorrência do noticiado atraso na conclusão das obras.
Obra é compensação por impactos de Belo Monte
A obra é uma das contrapartidas que a concessionária Norte Energia cumpre como compensação pelos impactos causados pela construção da hidrelétrica de Belo Monte.
O estabelecimento das contrapartidas e a cobrança do cumprimento dos cronogramas de execução são responsabilidades do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
No entanto, o MPF já propôs diversas ações na Justiça Federal por atrasos, descumprimentos e outras irregularidades relacionadas ao atendimento das obrigações. A maior parte dos processos atualmente tramita no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília.
Assuntos
continue lendo
Brasil
Polícia da Paraíba prende suposto serial killer envolvido em 16 assassinatos em 3 meses
Jorlan Alves da Silva foi preso enquanto tentava fugir do município, vestido de mulher e com uma criança no colo
- Chuva dá trégua na cidade de SP, mas frio persiste; veja até quando Estadão Conteúdo · há 14 horas
- Mulher de Lito Sousa diz que influenciador recebeu medicamento experimental Estadão Conteúdo · há 19 horas
- Aos 94 anos, Cacique Raoni é diagnosticado com câncer e recebe cuidados paliativos em MT Agência Brasil · há 1 dia
- Brasileira de 26 anos desaparece após colisão entre barcos em Veneza; marido morreu Estadão Conteúdo · há 1 dia