Vigilância faz inspeção e encontra casos de coronavírus não notificados em hospital com 5 mortes em SP
A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo informou que a Vigilância Epidemiológica realizou uma inspeção no Hospital Sancta Maggiore, administrado pela operadora Prevent Sênior, que já confirmou cinco mortes decorrentes do novo coronavírus em sua rede. O órgão da Prefeitura disse ter constatado a existência de casos suspeitos não notificados no hospital, “incluindo casos que levaram pacientes à morte por covid-19“.
“A falta de notificação dos casos suspeitos impede que a vigilância tome conhecimento e consequentemente adote as medidas necessárias”, informou em nota a secretaria.
A pasta acrescentou que a Coordenadoria de Vigilância em Saúde coletou informações sobre esses casos e fará contato para acompanhamento das pessoas que tiveram contato próximo com os casos suspeitos. “Após a conclusão do relatório de inspeção, a Covisa vai instaurar um processo sanitário que resultará em sanções à empresa”, declarou a secretaria.
O jornal O Estado de S. Paulo mostrou que a família da primeira vítima do novo coronavírus no Brasil reclamou da falta de acompanhamento do governo e da rede privada que administra o hospital onde ele ficou internado. Parentes que tiveram contato com o porteiro aposentado de 62 anos, que morreu na segunda-feira (16) informaram que não fizeram testes sobre a contaminação pela doença.
Em outro caso, a família de um engenheiro aposentado, de 77 anos, que teve a morte confirmada por covid-19, ficou um dia inteiro sem saber a causa do óbito, pois não foi avisada pelo hospital. Ele morreu às 22h da segunda-feira e, só na visita da terça-feira, quando os parentes já estavam com a máscara para ver o familiar no horário de visita, é que souberam do seu falecimento.
Em nota, a Prevent Senior disse que “a acusação de não avisar pacientes, isso não procede”. “A rede segue todos os protocolos médicos e éticos estipulados pelas organizações governamentais de saúde”, declarou Nelson Wilians, advogado da empresa.
“Hoje, o atendimento prestado por nossos médicos e funcionários e procedimentos se tornaram referência. Outros planos de saúde e hospitais nos procuram para pedir informações e orientações. A experiência acumulada nesse período, que começou logo após o Carnaval, nos fez referência no atendimento de pacientes com coronavírus”, informou a operadora.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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