O recado das urnas
O resultado das eleições no último domingo não deixou dúvidas: o povo votou pela mudança. Não apenas pela troca de governo, mas pela queda de um regime.
A vitória no primeiro turno de Flávio Bolsonaro, aliada a onda de direita que tomou conta do Congresso, sobretudo no Senado, mostrou que boa parte da população brasileira quer um parlamento capaz de enfrentar alguns ministros do STF que agem como verdadeiros donos do poder.
Querem também um Senado capaz de eleger um presidente da instituição que paute impeachment de ministros do STF, diferentemente do Czar do Amapá, Davi Alcolumbre, que sentou em cima de centenas de pedidos, apesar de haver farta condições para a abertura de processos de afastamento de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli diante de suas condutas à frente da mais alta corte do país.
Por mais que hoje o Poder Judiciário tenha ganhado um protagonismo político abismal, o STF não está acima da soberania do voto e da vontade popular. O recado das urnas não deixa dúvidas de que a sociedade brasileira não quer mais a mesma oligarquia que governo este país há anos. A democracia ainda respira.