Base de Nunes trabalha para barrar vereador que apoiou Marçal
Os vereadores da base do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), estão se articulando para barrar a possibilidade de o vereador Rubinho Nunes (União Brasil) chegar à presidência da Câmara Municipal. A eleição acontece no próximo dia 15.
Rubinho Nunes é desafeto do prefeito. Nas eleições de 2024, ele abandonou a campanha à reeleição no meio da disputa e acabou apoiando o então candidato Pablo Marçal (PRTB). Na época, o União Brasil, que apoiava Ricardo Nunes, reagiu à traição dizendo que cortaria vai cortar o fundo eleitoral do vereador e analisaria uma “possível expulsão”. Agora, em reunião da bancada do União na Câmara, nesta segunda-feira (1), o partido escolheu indicar Rubinho Nunes para a presidência da Casa Legislativa.
Já a base de Ricardo Nunes defende a reeleição de Ricardo Teixeira. Com isso, a queda de braço entre os aliados do prefeito e o partido de Milton Leite, ex-vereador de São Paulo por quase 30 anos e presidente da Câmara diversas vezes, continua. Para aliados do prefeito, a indicação do União Brasil “não faz sentido”. “Para quem ia expulsar o vereador do partido, agora querer ele na presidência? Muito estranho”, disse um, sob reserva. Outro classificou o ato como “provocação desnecessária”.
Vereadores ouvidos pela coluna ligados a Ricardo Nunes garantem, no entanto, que Rubinho Nunes não tem chance. Segundo eles, o clima de traição segue grande e ele não deve conseguir os votos necessários. A expectativa é de manutenção pela presidência de Ricardo Teixeira.
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Como mostrou a coluna, antes da indicação de Rubinho Nunes — que conseguiu reverter a cassação de seu diploma no último dia 27 com o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo —, até então, o preferido do grupo de Milton Leite era o vereador Silvão Leite, também da sigla. Os parlamentares ligados ao prefeito, na época, disseram que Silvão “não tem autonomia para ser líder”.
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