Caciques veem fortalecimento de Flávio com pesquisa, mas esbarram em rejeição
A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (16) movimentou aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Por um lado, ficou indiscutível para alguns que o sobrenome Bolsonaro tem força – já que Flávio ficou como segundo colocado em todos os cenários, inclusive nos com Tarcísio. Auxiliares do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro apontam que se mostrar o candidato mais competitivo da direita, em um momento em que a pré-candidatura de Flávio gerava dúvida, consolida o nome dele como principal na corrida eleitoral do campo político.
Por outro, os líderes de partidos – principalmente do Centrão – e pessoas próximas entendem que há um teto, já que Flávio carrega uma forte rejeição e Tarcísio não, o que poderia mudar os rumos de um eventual segundo turno, na avaliação deles. Para a equipe do senador, isso mostra que é preciso trabalhar para mostrar que Flávio não é o pai, e que tem um discurso menos radical e maior abertura para diálogo.
O Centrão, no entanto, que tem Tarcísio como favorito, é mais resistente a esse entendimento. Eles argumentam, inclusive, que o próprio Palácio do Planalto está dedicando pouco tempo em bater ou se opor a Flávio, o que mostraria que, para eles, a candidatura do senador é mais fácil de ser batida, como já mostrou a coluna, já que Tarcísio é considerado mais perigoso.
Segundo a Quaest, Flávio Bolsonaro tem rejeição de 62%, similar a de Jair Bolsonaro. Já Lula tem rejeição em 54%, enquanto Tarcísio tem 47%. Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná e atualmente visto como “segunda via” do Centrão, tem 39%.
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Parte da rejeição a Flávio vem, inclusive, do setor financeiro e da Faria Lima. O senador tem trabalhado no convencimento do setor de que sua candidatura é viável.
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