Divergência sobre PCC escala disputas entre o governo federal e o de São Paulo; relembre
As recentes divergências e disputas políticas entre o governo federal e o governo de São Paulo ganharam uma nova fase nesta terça-feira (30). As duas esferas discordaram sobre a possível relação ou não do Primeiro Comando da Capital (PCC) com casos de contaminação por metanol em bebidas, em mais uma postura desencontrada em relação à organização criminosa. Ontem, duas coletivas de imprensa, quase que simultâneas, foram convocadas pelos governos — com resultados e falas diferentes.
Além do episódio do metanol, há duas semanas houve um estranhamento entre Polícia Federal, Ministério da Justiça e Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, quando o secretário Guilherme Derrite agradeceu, mas dispensou ajuda da Polícia Federal para investigar o assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes.
No fim do agosto, outro caso com tema similar: a facção foi alvo de diversas operações simultâneas contra lavagem de dinheiro em postos de combustíveis. Na ocasião, a PF e as forças de segurança paulistas também organizaram entrevistas coletivas no mesmo horário. Enquanto Tarcísio afirmou que denunciava o caso já há mais de ano, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, disse que foi “uma das maiores operações da história brasileira”.
Outros casos
Ainda neste ano, pelo menos outras duas discussões ganharam força entre as gestões: o caso da Favela do Moinho, no centro da capital, e o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
No primeiro, após a União ceder o terreno da comunidade à gestão estadual para a criação de um parque, a escalada política começou após denúncias de que famílias estariam sendo retiradas a força do local. Os relatos motivaram, primeiro, uma intervenção de ministros desembarcando no local e, depois, em uma agenda de Lula ali. Na ocasião, o presidente formalizou uma solução habitacional para o local. Tarcísio não participou do evento e, em falas recentes, chegou a dizer mais de uma vez que, até agora, o que foi falado pelo governo federal não foi colocado em prática — e que Secretaria de Habitação do Estado tem trabalhado sozinha.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
Já sobre as tarifas impostas por Donald Trump, o governador de São Paulo foi bastante criticado nominalmente por aliados de Lula por ter celebrado a vitória do presidente americano para o novo mandato. Eles chegaram a trocar farpas, inclusive, nas redes sociais — caso do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Depois, no mesmo dia em que o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, marcou uma reunião com setores afetados para falar sobre o assunto, Tarcísio fez o mesmo no Palácio dos Bandeirantes, em um encontro, também, com representantes da Embaixada dos EUA em Sao Paulo.
[jp-related-posts ids=”2063276,2062037″]
Assuntos
continue lendo
Política
Mendonça demorou 9 dias para decidir sobre Wagner, mas 75 no caso de Castro, diz PF
Documento da Polícia Federal (PF) aponta diferença de prazos de análise de medidas cautelares contra políticos de diferentes espectros
- Vorcaro tentou implicar Tarcísio e Kassab em delações rejeitadas; políticos negam Beatriz Manfredini · há 2 dias
- Campanha de Flávio monitora ‘efeito Moraes’ para virar pesquisas e levar público à Paulista Beatriz Manfredini · há 3 dias
- Tarcísio e Marinho reforçam mobilização por 7 de Setembro em encontro de Nunes Beatriz Manfredini · há 4 dias
- Flávio Bolsonaro escala equipe para ampliar presença em jantares da Faria Lima Beatriz Manfredini · há 5 dias