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Beatriz Manfredini

PT quer Alckmin rodando SP com Haddad e vê Marina no Senado

Ministro da Fazenda vai anunciar disputa ao Bandeirantes na quinta-feira

Beatriz Manfredini

Presidente Lula (PT) durante cerimônia de sanção do projeto de lei do Imposto de Renda
Presidente Lula (PT) durante cerimônia de sanção do projeto de lei do Imposto de Renda WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Com a saída do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), do governo federal para disputar o governo de São Paulo, o PT espera contar com a participação do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), nas agendas no Estado. A avaliação no partido é que Alckmin, que já governou São Paulo quatro vezes, tem entrada no interior e pode ajudar na articulação política.

A expectativa é que Haddad e Alckmin façam agendas juntos em viagens pelo interior paulista. O objetivo é ampliar a presença da campanha em regiões consideradas mais conservadoras.

A chapa ainda não está definida e a discussão deve avançar apenas em abril. O que já está definido é a candidatura da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet ao Senado, algo que ela mesma já anunciou.

Também como mostrou a Jovem Pan, o partido busca um nome de centro para a vaga de vice, mas internamente há um entendimento de que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, deva disputar, também, a Casa Alta. O futuro político de Márcio França segue em aberto – articuladores do PT acreditam que seria mais difícil convencer o ministro do Empreendedorismo, até então pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes, o qual já governou, a se “rebaixar” a vice.

Na quinta-feira (19), durante evento com o presidente Lula em São Paulo, Haddad deve anunciar a saída do Ministério da Fazenda. Depois disso, como antecipou a coluna, o petista pretende tirar alguns dias de folga antes de iniciar os preparativos da pré-campanha.

Ponto sensíveis

Desde o início do ano, a coluna mostrou que as pré-campanhas da direita e da esquerda têm monitorado pontos considerados sensíveis na disputa pelo governo de São Paulo. A avaliação é que alguns temas como o sistema de pedagio Free Flow e a privatização da Sabesp podem ganhar holofotes ao longo do processo eleitorale influenciar o debate entre os candidatos.

Com o candidato sendo Fernando Haddad, a tendência é que o debate fique mais nacionalizado. Temas econômicos devem entrar em pauta, como a relação do ministro com taxações.