Petistas defendem Messias na Justiça para apurar ligação de Alcolumbre com o Master
Ainda sem compreender os reais motivos da rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, parlamentares da base governista defendem uma ofensiva mais dura contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Petistas ouvidos pelo titular desta coluna avaliam que uma eventual indicação de Messias ao Ministério da Justiça seria um recado direto a Alcolumbre: o governo não pretende deixar passar o caso do Banco Master. Na leitura desses parlamentares, há muito a ser investigado no Amapá e no Rio de Janeiro, e Messias à frente da pasta seria uma resposta contundente, sobretudo se a resistência ao seu nome no STF tiver sido motivada pelo temor de uma apuração mais aprofundada.
Há, no entanto, uma preocupação interna com o risco de descontrole: o governo não quer transmitir a mensagem de que o atual ministro da Justiça, Wellington César, está sendo descartado, nem alimentar a percepção de que haveria algo que Messias seria capaz de fazer e César não.
Aliados lembram ainda que a derrota não foi de Messias, mas do próprio governo. Como servidor de carreira, Messias já tem uma trajetória consolidada que independe de manobras políticas. Uma operação de alto risco para salvá-lo, avaliam, seria desnecessária e potencialmente mais custosa do que a própria derrota.
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