PP ameaçou retirar apoio caso Van Hatten não liberasse a cadeira de Hugo Motta
A obstrução da oposição terminou após mais de 30 horas de ocupação do plenário da Câmara dos Deputados e de uma mediação feita por Arthur Lira. Irritados com a postura de Hugo Motta, líderes da oposição literalmente correram até o gabinete do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, para intermediar um acordo. Mesmo com orientações de Lira, Motta não teve vida fácil ao chegar no plenário da Câmara.
Hugo Motta tentou, por pelo menos seis minutos, se sentar na cadeira de presidente da Câmara, mas foi barrado por deputados que não aceitavam recuar do bloqueio até Motta sinalizar um acordo para atender às pautas da oposição. Marcel Van Hatten (NOVO) resistiu até os minutos finais em se levantar da cadeira da presidência.
Quando Motta conseguiu, de fato, assumir a presidência, teve que discursar de improviso, fazer gestos para governistas e oposição, e encerrar a sessão. Já não havia mais clima para votar os cinco itens previstos para a ordem do dia. O titular desta coluna apurou os motivos que foram determinantes para Van Hatten ceder e liberar a cadeira de Motta.
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Fontes ouvidas reservadamente revelam que, enquanto aliados de Motta realizavam uma operação de “reitegração”, o líder do PP, deputado Dr. Luizinho (PP), sussurrou no ouvido de Marcel que, se ele [Van Hatten] não se levantasse, os Progressistas não garantiriam mais o apoio às pautas que estavam sendo cobradas. Parlamentares presentes revelaram que, após o recado, entenderam que não era mais possível forçar a barra.
Outro ponto determinante e ameaçador foi o anúncio da mesa diretora de que suspenderia os mandatos dos parlamentares por seis meses, caso a obstrução continuasse. No fim da noite, o líder do PL, Sostenes Cavalcante, precisou tranquilizar os seus pares e reafirmar que ninguém seria suspenso.
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