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Patrícia Costa

Transição para energias renováveis acelera em ritmo recorde

Crescimento foi liderado pela Ásia, especialmente pela China, que sozinha contribuiu com 63% desse aumento

Patricia Costa

Energia eólica offshore, em alto mar, tem maior potencial de produção por não haver barreiras para os ventos
Energia eólica offshore, em alto mar, tem maior potencial de produção por não haver barreiras para os ventos Banco de imagens/Pexels

A transição para fontes de energia limpa está em ritmo acelerado em todo o mundo. De acordo com a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), em 2023, as energias renováveis representaram 86% das novas adições de capacidade energética global, totalizando uma expansão de 473 gigawatts. Este crescimento foi liderado pela Ásia, especialmente pela China, que sozinha contribuiu com 63% desse aumento, adicionando 297,6 gigawatts à sua capacidade. Países em desenvolvimento estão emergindo como líderes nessa transformação. Nações como Uruguai, Costa Rica, Colômbia, Brasil e Chile destacam-se na América Latina por seus avanços significativos na incorporação de fontes renováveis em suas matrizes energéticas. Na Europa, Portugal tem se destacado ao alcançar, em 2024, que 71% de sua eletricidade provenha de fontes renováveis, reduzindo suas emissões de dióxido de carbono a níveis não vistos desde 1990. Este feito é resultado de políticas consistentes e investimentos contínuos em energias limpas desde 2005.

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Inovações em sustentabilidade estão desempenhando um papel importante na redução da dependência de combustíveis fósseis. Tecnologias emergentes, como o armazenamento avançado de energia e a integração de sistemas inteligentes, estão facilitando a adoção de fontes renováveis e contribuindo para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, que incluem eventos extremos como chuvas intensas e inundações em diversas regiões do planeta.

No Brasil, a participação de fontes renováveis na matriz energética atingiu 49,1% em 2023, um aumento em relação aos 45% registrados em 2021. Este crescimento reflete o desenvolvimento de fontes como eólica, solar e biomassa, além de um regime hídrico favorável. Esses avanços globais indicam um compromisso crescente com a sustentabilidade e a descarbonização das economias, apontando para um futuro mais verde e resiliente.

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