Depois de 20 anos do tetra, Itália pode voltar à Copa com desafios históricos
A Itália pode carimbar o passaporte para a Copa de 2026, nesta terça-feira, em um duelo contra a Bósnia pela repescagem do mundial. Na semana passada, a equipe venceu a Irlanda do Norte, por 2 a 0, pela semifinal. Caso não deixe a zebra passear em campo, a “Squadra Azzurra” estará de volta à competição depois de duas ausências seguidas, em 2018 e 2022.
O tetra italiano foi conquistado há vinte anos, na Alemanha, em uma decisão histórica contra a França, de Zidane, expulso naquela partida, em Berlim, por ter dado uma cabeçada em Materazzi. Depois do título, a equipe europeia não fez jus à tradição que tem no futebol mundial. Em 2010, na África do Sul, a “Azzurra” não passou da primeira fase. Foram dois empates por 1 a 1, contra o Paraguai e a Nova Zelândia, e uma derrota para a Eslováquia por 3 a 2. Em 2014, no Brasil, uma nova decepção. A Itália estava no “grupo da morte” e também não se classificou para o mata-mata:
Os italianos na Copa de 2014
Itália 2×1 Inglaterra – Arena Amazônia
Itália 0x1 Costa Rica – Arena Pernambuco
Itália 0x1 Uruguai – Arena das Dunas
Confirmando a classificação para a Copa de 2026, os italianos estarão no Grupo B, composto por Canadá, Suíça e Qatar. É de se imaginar que os comandados de Gennaro Gattuso não terão dificuldades de passar para o mata mata. Entretanto, o retrospecto nunca deixa os tetracampeões sossegados. Em 1982, na Espanha, foram três empates modorrentos: Polônia, Peru e Camarões. A imprensa atacou sem dó o técnico Enzo Bearzot e os jogadores que resolveram cortar relações com os jornalistas. Já na segunda fase, os italianos renasceram: vitórias sobre a Argentina por 2 a 1 e diante do Brasil, 3 a 2, no Estádio Sarriá, em Barcelona, com destaque para os três gols do carrasco Paolo Rossi. Na semifinal, a “Azzurra”venceu a Polônia por 2 a 0 e na decisão confirmou a superioridade diante da Alemanha, em Madrid, 3 a 1.
Apesar dos percalços e desafios, a tradição italiana, vitoriosa em 1934, 1938, 1982 e 2006, é sempre importante para valorizar a Copa do Mundo.
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