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Thiago Uberreich

Gravação histórica reconta o título do Santos no Campeonato Paulista de 1967

O disco, apresentado por Fernando Solera e Alexandre Santos, foi lançado, na época, pela TV Bandeirantes

Thiago Uberreich

Santos em 1967
Santos em 1967 Reprodução/Youtube

O Paulistão de 1967 foi disputado pelo sistema de pontos corridos, mas Santos e São Paulo terminaram empatados. As duas equipes, então, se enfrentaram em uma partida decisiva: 

SANTOS 2×1 SÃO PAULO – 21.12.1967 – Pacaembu

Santos: Cláudio; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo; Clodoaldo e Buglê; Wilson “Tergal”, Toninho Guerreiro, Pelé e Edu. 

Técnico: Antoninho

São Paulo: Picasso; Renato, Bellini, Roberto Dias e Edílson; Nenê e Lourival; Valter “Zum Zum”, Dejair, Babá e Paraná. 

Técnico: Sílvio Pirilo

Árbitro: Armando Marques

Público: 43.627 pagantes 

 Gols: Edu (10) e Toninho Guerreiro (12) no primeiro tempo; Babá (43) do segundo. 

A Folha de S.Paulo estampou na manchete do dia seguinte: “O Santos é campeão”. O jornal descreveu a pressão do São Paulo no fim do duelo: “Com o passar do tempo, no entanto, foi-se intensificando a pressão do São Paulo, e nos minutos finais, o quadro inteiro foi à frente, obrigando a defesa santista a se desdobrar e conceder diversos escanteios. Num desses momentos de pressão, quando faltavam 2 minutos para terminar o jogo, a bola, rechaçada pela defensiva santista, foi a Babá que, livre na meia-esquerda, arrematou. Claudio ainda tocou na bola, que subiu e foi para o fundo do gol, no único tento tricolor. Nos dois últimos minutos o Santos prendeu a bola no ataque, onde esperou o fim da partida.” Em 27 partidas, o Santos de Pelé sofreu apenas uma derrota: foi para a Portuguesa, 2 a 1. 

Naquele ano, a rádio e a TV Bandeirantes lançaram um disco comemorativo ao título. A apresentação foi feita por Fernando Solera e Alexandre Santos. Narradores: Fiori Gigliotti, Flávio Araújo, Ênnio Rodrigues, José Carlos Silva e Borghi Júnior. Participações de José Paulo de Andrade,  Humberto Mendonça, Mauro Pinheiro e Barbosa Filho. Mais uma raridade no Memória da Pan.

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