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Thiago Uberreich

Há 52 anos, o lateral esquerdo Everaldo foi o primeiro tricampeão a falecer

O jogador, que marcou época no Grêmio, era discreto e disciplinado taticamente

Thiago Uberreich

Lateral Everaldo
Lateral Everaldo Reprodução

Antes da Copa, Everaldo seria reserva de Marco Antônio na lateral esquerda, mas o titular se machucou, o que abriu as portas para o único gaúcho da seleção de 1970. Ele era um marcador incansável e muito bem preparado fisicamente. Fez história no Grêmio e recebeu do clube a famosa “estrela dourada”. O jogador tinha a simpatia do então presidente da República, general Emílio Garrastazu Médici, por também ser natural do Rio Grande do Sul. 

Antes da Copa, em um encontro com os jogadores, o presidente apresentou Everaldo à primeira dama: “Ele vai representar o nosso Grêmio”. Já o lateral da seleção festejava: “O presidente é meu fã. Torce pelo Grêmio e até já anda perguntando sobre o meu estado de saúde. Assim dá gosto a gente estar na seleção, pois, além de estarmos jogando certinho e ganhando de todo mundo, ainda o presidente da República pergunta sempre como vai o time e até se lembra de um pobre jogador como eu. Estou realmente emocionado”. 

Everaldo morreu precocemente em um acidente de carro em uma estrada gaúcha, em 27 de outubro de 1974. Nascido em 11 de outubro de 1944, ele tinha acabado de completar trinta anos, sendo o primeiro da seleção tricampeã a falecer. Em 1970, depois da conquista, no México, Everaldo foi recebido com festa em Porto Alegre. A Rádio Guaíba acompanhou a volta do filho pródigo. Ouça mais um áudio histórico no “Memória da Pan”.

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