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Victoria Abel

‘Vamos ter que adaptar o orçamento de 2026 pelo lado do gasto’, diz o secretário da Fazenda à Jovem Pan

Marcos Pinto reconhece que haverá uma frustração de receita com os ajustes necessários na medida provisória 1303

Victoria Abel

O secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto
O secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto Divulgação / Ministério da Fazenda

O secretário de reformas econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Pinto, afirmou que será necessário adequações no orçamento do ano que vem, por meio do corte de despesas. Em entrevista exclusiva à Jovem Pan, ele reconheceu que haverá uma frustração de receita com os ajustes necessários na medida provisória 1303, que prevê aumento de taxação sobre aplicações financeiras.

O governo deve ceder, por exemplo, retomando as isenção para as LCIs e LCAs. Apesar da arrecadação menor que a esperada, a Fazenda não pretende enviar novos projetos ao governo para ampliar receitas. “Vamos ter que refletir sobre as consequências no orçamento. Não pretendemos enviar novos projetos ao Congresso. Vamos ter que adaptar pelo lado do gasto”, afirmou.

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O secretário não detalhou quais despesas poderiam ser cortadas. O governo ainda quer esperar o resultado do projeto de lei que prevê cortes em incentivos tributários. “Os títulos isentos (LCIs e LCAs) têm sofrido uma resistência injustificável. Isso significa uma perda de R$ 40 bilhões, que é o custo de um programa como Seguro Desemprego”, disse.

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