Vozinha: dos gramados da Copa para o coração do Chile… e o palco do Rio
Aos 40 anos, o goleiro cabo-verdiano Josimar Dias, conhecido como Vozinha, virou uma das maiores sensações da Copa do Mundo de 2026. Com defesas decisivas — especialmente no empate sem gols contra a Espanha e no duelo épico contra a Argentina — ele colocou Cabo Verde no mapa do futebol mundial e conquistou milhões de fãs em poucos dias.
Agora, o destino dele é o Colo-Colo, o clube mais tradicional e popular do Chile. O contrato de 18 meses foi anunciado no final de julho e recebeu ampla aprovação da imprensa e da mídia especializada. Poucos criticaram a contratação. A maioria viu nela uma jogada inteligente: um goleiro experiente, livre no mercado e com enorme projeção internacional. O próprio presidente do Colo-Colo, Aníbal Mosa, reconheceu que a operação tem “aditivos de marketing”.
Além de reforçar o elenco, Vozinha coloca o clube chileno na órbita global. Publicitários e analistas de marketing esportivo avaliam que o investimento vale a pena. O jogador deve receber cerca de US$ 25 mil mensais (aproximadamente R$ 130–135 mil), valor quase três vezes superior aos R$ 50 mil que ganhava no Chaves, de Portugal.
Enquanto isso, clubes brasileiros perderam a oportunidade. Vozinha chegou a ser oferecido e negociou com times da Série B, como Ceará, Atlético-GO e Avaí. O próprio goleiro demonstrou interesse em atuar no Brasil. Nenhuma proposta se concretizou. O resultado? Uma atração de peso e um fenômeno de redes sociais foi para o Chile.
A trajetória de Vozinha não para no gramado. No dia 5 de agosto, às 18h30, ele sobe ao palco do Rio Innovation Week, no Píer Mauá, para uma palestra motivacional sobre construção de marca pessoal e o poder das redes sociais. De goleiro de segunda divisão portuguesa a palestrante em um dos maiores eventos de inovação do Brasil: a história é, por si só, inspiradora.
O Colo-Colo apostou. O marketing aplaudiu. E o futebol brasileiro ficou assistindo de longe. Vozinha prova, mais uma vez, que talento, timing e exposição podem transformar uma carreira — mesmo aos 40 anos.
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