Bolsa retorna aos 120 mil pontos com otimismo externo e Petrobras
O mercado financeiro brasileiro tem um dia de otimismo com o bom humor nas Bolsas internacionais e o compromisso de não interferência na formulação de preços da Petrobras anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nesta sexta-feira, 5. Próximo das 13h40, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, avançava 1,03%, aos 120.484 pontos. O pregão da véspera encerrou com queda de 0,39%, aos 199.260 pontos. O cenário positivo também faz o dólar recuar, após os fortes ganhos da véspera. A moeda norte-americana caia 1,85%, cotado a R$ 5,348, o menor valor do dia. A divisa chegou a bater máxima de R$ 5,456. O dólar fechou a quinta-feira, 4, com valorização de 1,47%, cotada a R$ 5,449.
As ações da Petrobras valorizaram mais de 3,5% nesta manhã após Bolsonaro afirmar que o governo federal não irá intervir na estatal. O temor de possível ingerência abalou os investidores na véspera depois que o presidente afirmou que anunciaria hoje medidas para baratear os combustíveis. Ao lado do presidente da estatal, Roberto Castello Branco, e de ministros, Bolsonaro afirmou que o governo federal enviará um estudo para o Congresso Nacional sugerindo que o valor do ICMS incida sobre o preço do combustível na refinaria ou que um valor fixo seja determinado em cada estado. O ICMS é um imposto variável e o seu valor é decidido pelos estados. O presidente afirma que a mudança garantiria a “previsibilidade” para os caminhoneiros. As medidas visam contar a insatisfação da categoria e diminuir a possibilidade de greve dos caminhoneiros. No mesmo encontro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a pasta avalia reduzir a arrecadação para diminuir impostos federais sobre combustíveis.
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Ainda no noticiário doméstico, investidores analisam o encontro de Guedes com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para alinhar o cronograma das pautas econômicas no Congresso e a volta do auxílio emergencial. A previsão dos parlamentares é aprovar a reforma tributária entre agosto e outubro. Já a volta do benefício está condicionada a aprovação de medidas que reduzam outros gastos do governo. Segundo Guedes, o auxílio emergencial pode ter novas parcelas, mas para metade dos mais de 60 milhões de beneficiados no ano passado. “O outro grupo dos invisíveis é o que estamos focalizando a ajuda. É possível, nós temos como orçamentar isso, desde que seja dentro de um novo marco fiscal, robusto o suficiente para enfrentar eventuais desequilíbrios”, esclareceu. Segundo o ministro, boa parte de quem recebeu o benefício em 2020 está inserida em outros programas sociais do governo, mostrando que não seria necessário levar a assistência a tanta gente em uma eventual nova fase.
No cenário internacional, investidores estão otimistas com o avanço da imunização em diferentes partes do mundo, o que pode levar a reabertura da economia antes do previsto. O bom humor é intensificado pelo avanço nas tratativas para aprovação do pacote de US$ 1,9 trilhão de estímulos para a economia dos Estados Unidos. “Mercados globais amanhecem em alta nessa sexta-feira, seguindo sinais de progresso na distribuição de vacinas e aumento nas esperanças de estímulo nos EUA, levando os investidores a ficarem mais otimistas com uma retomada da economia global”, afirmam analistas da Rico Investimentos.
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