Câmara dos Deputados aprova regime de urgência para duas propostas do pacote de ajuste fiscal
A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (4) o regime de urgência para a tramitação de um projeto de lei complementar que inclui gatilhos fiscais e permite o bloqueio de emendas parlamentares. A proposta faz parte do pacote de corte de gastos modificado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Além disso, os deputados aprovaram a urgência de outro projeto do mesmo pacote, que altera as regras de reajuste do salário mínimo e prevê uma revisão detalhada no programa Bolsa Família. Esse projeto limita o aumento real do salário mínimo ao teto de 2,5% ao ano, conforme previsto no arcabouço fiscal.
Os projetos com urgência podem ser votados diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara. Apesar do acordo para a urgência, uma reunião de líderes realizada no início da noite não resultou na nomeação de um relator nem no compromisso com o mérito dos projetos.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
O projeto de lei complementar retoma a possibilidade de bloquear emendas parlamentares na mesma proporção aplicada a outras despesas discricionárias do Poder Executivo. Essa medida já havia sido incluída anteriormente pelo governo em um projeto de lei que ampliava a rastreabilidade de verbas parlamentares, mas foi retirada durante a votação final na Câmara. Agora, o Ministério da Fazenda voltou a incluir a expressão “bloqueio de emendas” na nova proposta,
Outra medida prevista no texto é a concessão, ampliação ou prorrogação de incentivos ou benefícios tributários em caso de déficit público. O projeto também restringe o aumento de despesas com pessoal a um máximo de 0,6% real ao ano, caso haja redução nominal nas despesas não obrigatórias de um ano para o outro.
Além disso, o texto permite o uso de recursos excedentes de oito fundos nacionais para reduzir a dívida pública até 2030. De acordo com dados do Tesouro Nacional de 2023, esses fundos encerraram o ano com um superávit total de R$ 45 bilhões.
[jp-related-posts ids=”1792743,1792914″]
*Reportagem produzida com auxílio de IA
Publicado por Carol Santos
continue lendo
Macroeconomia
Cotado para Fazenda, Fonteles reduziu dívida no Piauí, mas teve déficit em metade dos anos
Quando ele assumiu a secretaria, em 2015, o estado encerrou o ano com uma dívida de cerca de 57% em relação à Receita Corrente Líquida (RCL). A proporção foi caindo até chegar ao valor mais baixo em 2020 (37%)
- BC decreta liquidação extrajudicial da Credipaiva por grave violação de normas Estadão Conteúdo · há 2 semanas
- Presidente da Faesp critica aprovação do fim da escala 6×1 e fala em riscos ao agronegócio Jovem Pan · há 2 semanas
- BC reduz taxa de juros a 13,75% ao ano Júlia Mano · há 2 meses
- Fecomércio vê impacto relevante no comércio com fim da escala 6×1 Jovem Pan · há 2 meses