Decreto impede bloqueio de R$ 27,6 bi de anos anteriores em meio à crise
O governo editou na última terça-feira (7) um decreto para impedir que R$ 27,6 bilhões em repasses a obras ou outras despesas de custeio contratados em anos anteriores sejam bloqueados em meio à crise da pandemia do novo coronavírus. A equipe econômica também estendeu até o fim do ano a vigência de convênios e outros instrumentos de repasse de recursos a estados e municípios que perderiam a validade nos próximos meses.
A iniciativa pretende dar mais tempo aos governos regionais para reunir todos os documentos e informações necessárias à liberação dos repasses. A avaliação é de que, num momento de crise e demanda por outras medidas, esse trâmite poderia ficar em segundo plano, trazendo prejuízo à população desses locais.
“São recursos já reservados, mas para haver o repasse é preciso fornecer documentos. É um prazo a mais, dada a excepcionalidade do momento”, disse o secretário de Gestão do Ministério da Economia, Cristiano Heckert.
Os R$ 27,6 bilhões em despesas com custeio e obras foram contratados originalmente em 2018, mas passaram apenas pela primeira fase do gasto, chamado empenho, quando há a promessa de pagamento pelo governo. Eles permanecem no Orçamento sob a rubrica de “restos a pagar”, que reúne os gastos de anos anteriores.
Se não houver reconhecimento da prestação do serviço ou entrega do bem até 30 de junho (fase que é chamada de liquidação no jargão orçamentário), esses restos a pagar seriam bloqueados, e seria preciso solicitar o desbloqueio em até seis meses para evitar um cancelamento definitivo. Com o decreto, o governo estendeu o prazo para a liquidação até 14 de novembro.
No caso dos convênios e outros instrumentos de repasse de recursos das chamadas transferências voluntárias, alguns venceriam no meio da crise. Por isso, o governo decidiu prorrogar automaticamente todos aqueles que expirariam até 31 de dezembro, que se torna então o novo prazo de validade desses instrumentos.
“É uma medida de fôlego, e garante que os Estados e municípios consigam prestar contas desses convênios”, disse Heckert.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Assuntos
continue lendo
Macroeconomia
Projeção do Focus para crescimento do PIB de 2026 segue em 1,98%
O crescimento esperado pelo mercado está em linha com o previsto pelo Banco Central, de 2,0%
- Focus: IPCA 2026 segue em 5,02%, acima da meta de inflação; Selic 2027 fica em 13,75% Estadão Conteúdo · há 4 dias
- BC reduz taxa de juros para 14% ao ano, menor patamar desde março de 2025 Júlia Mano · há 2 semanas
- Petrobras anuncia descoberta de gás em poço na Colômbia Estadão Conteúdo · há 3 semanas
- Em meio à tensão com os EUA, China facilita exportação de polpas e frutas brasileiras Agência Brasil · há 3 semanas