Dólar cai com força após avanço da PEC Emergencial; Bolsa retoma os 112 mil pontos
O mercado financeiro recuou do clima de tensão nesta quarta-feira, 10, com o encaminhamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial na Câmara dos Deputados e a aprovação do pacote de US$ 1,9 trilhão para estímulos econômicos pelo Congresso dos Estados Unidos. O cenário fez o dólar registrar forte queda de 2,49%, cotado a R$ 5,652 — a maior variação diária desde 26 de janeiro, quando a divisa recuou 3,3%. A moeda americana chegou a bater máxima de R$ 5,814, enquanto a mínima não passou de R$ 5,645. O câmbio fechou a véspera com avanço de 1,66%, a R$ 5,778. Seguindo o bom humor dos mercados internacionais, o Ibovespa, referência da B3, fechou com alta de 1,3%, aos 112.776 pontos após oscilar no meio da tarde. O pregão desta terça-feira, 9, encerrou com alta de 0,65%, aos 111.330 pontos.
O mercado fechou antes que os deputados concluíssem os debates sobre todos os dez destaques da PEC Emergencial após a aprovação do texto-base durante a madrugada desta quarta-feira. O governo federal fechou acordo para retirar a cláusula que impede a progressão de carreira e promoção de servidores em momentos de calamidade. Na prática, a isso permite que haja aumento salarial dos agentes mesmo em situação de risco fiscal. Outras medidas defendidas pela equipe econômica, como a proibição de Estados e municípios de adotare medidas que aumente despesas se sua despesa corrente chegar a 95% da receita corrente. A proibição inclui a criação de cargos, realização de concurso público para vagas novas e adoção de medidas que impliquem reajustes de despesas obrigatórias acima da variação da inflação. O governo federal aguarda a PEC ser aprovada pelos deputados para então publicar a medida provisória que autoriza a retomada do auxílio emergencial. O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou que as parcelas serão de R$ 175 a R$ 375, dependendo da configuração familiar, com base de R$ 250.
No cenário internacional, o Congresso norte-americano aprovou o pacote de socorro na ordem de US$ 1,9 trilhão encaminhado pelo Executivo para reaquecer a economia em meio à pandemia do novo coronavírus. O projeto segue para sanção do presidente Joe Biden após já ter sido aprovado na Câmara dos Representantes em fevereiro, e votada novamente nesta quarta-feira depois de alterações feitas pelos senadores.
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