Dólar recua com votação da PEC dos Precatórios no radar; Bolsa sobe
Os principais indicadores do mercado financeiro operam no campo positivo nesta terça-feira, 9, com as atenções voltadas na mobilização do governo e da oposição para a votação em segundo turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios na Câmara dos Deputados. O texto, que autoriza o adiamento de dívidas da União, muda regras do teto de gastos e dá sustento para o Auxílio Brasil de R$ 400, está na ordem do dia. Por volta das 11h30, o dólar operava com queda de 0,81%, cotado a R$ 5,496. O câmbio chegou a bater a máxima de R$ 5,549, enquanto a mínima não passou de R$ 5,482. A divisa norte-americana encerrou a véspera com alta de 0,33%, a R$ 5,541. Impulsionada pela divulgação de balanços corporativos, o Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, registrava alta de 1,46%, aos 106.311 pontos. O pregão desta segunda-feira, 8, fechou praticamente estável, com leve queda de 0,04%, aos 104.781 pontos.
O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL) afirmou nesta segunda-feira que está confiante na aprovação da PEC dos Precatórios em segundo turno após a vitória com a margem de apenas quatro votos na semana passada. A medida precisa somar 308 votos. Caso seja aprovada, ela vai ao Senado, onde o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já admitiu que deve encontrar resistência. Em meio aos desdobramentos no Congresso, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, negou nesta manhã a suspensão da tramitação e votação da PEC solicitada por deputados federais e partidos políticos. Ainda na pauta do STF, quatro ministros votaram favoráveis à suspensão do chamado “orçamento secreto”, apontado pela oposição como forma de barganha para que parlamentares aprovem as matérias governistas. Diferentemente das emendas individuais de deputados e senadores, elas não seguem critérios usuais de transparência e são definidas com base em acertos informais entre o Palácio do Planalto e parlamentares aliados. Os membros do STF têm até o fim desta quarta-feira, 10, para se manifestarem de forma virtual.
Ainda na pauta doméstica, os investidores analisam os resultados positivos da temporada de balanços corporativos das empresas listadas na B3. O Banco do Brasil reportou nesta segunda-feira que teve lucro ajustado de R$ 5,1 bilhões no terceiro trimestre — alta de 47,6% na comparação com o mesmo período de 2020. O resultado faz o banco somar lucro de R$ 15,1 bilhões entre janeiro e setembro, 48,1% a mais do que o reportado nos nove primeiros meses do ano passado. O BB ainda mudou as projeções de lucro líquido em 2021 para a faixa de R$ 19 bilhões a R$ 21 bilhões, ante expectativa de R$ 17 bilhões a R$ 20 bilhões.
[jp-related-posts ids=”1183386,1181492,1183304″]
No cenário internacional, o mercado aguarda pela divulgação de dados da inflação ao produtor dos EUA (PPI, na sigla em inglês). O resultado deve servir como termômetro para avaliar os próximos passos do Federal Reserve (Fed), o Banco Central norte-americano, na política de estímulos monetários. Na semana passada, o Fed anunciou a redução gradual em novembro e dezembro da compra de títulos públicos, mas manteve a taxa de juros próxima dos patamares mínimos de 0% e 0,25%. Ainda na pauta externa, o Fed publicou nesta segunda-feira o Relatório de Estabilidade Financeira e chamou a atenção para os imbróglios no mercado imobiliário da China. O setor virou foco de atenção pelo alto endividamento das empresas, representado principalmente pela gigante Evergrande, que pode trazer instabilidade para o mercado financeiro global.
Assuntos
continue lendo
Política
Maioria dos deputados tenta reeleição, mas cresce busca por outros cargos em 2026
437 dos 513 parlamentares em exercício disputarão novo mandato na Câmara; número de candidatos ao Senado dobrou em relação a 2022
- Fecomércio vê impacto relevante no comércio com fim da escala 6×1 Jovem Pan · há 1 semana
- Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto Agência Brasil · há 1 semana
- PIB brasileiro tem 5º maior crescimento do mundo no 2º trimestre; leia ranking Agência Brasil · há 2 semanas
- Governo estima aumento do salário mínimo para R$ 1.741 em 2027 Jovem Pan · há 2 semanas