Ibovespa supera 133 mil pontos pela primeira vez na história em sequência de recordes
Após subir 0,59% no pregão desta terça-feira, 26, a bolsa de valores brasileira alcançou uma pontuação inédita na série histórica. O Ibovespa chegou aos 133.532 pontos pela primeira vez na história e acumulou um crescimento de cerca de 25% no ano. Apenas nos últimos dois anos, a B3 avançou 17%. Este é o terceiro pregão consecutivo em que a bolsa atinge um patamar inédito. Na segunda-feira, 25, o índice não funcionou devido ao Natal. Na sexta-feira, 22, o Ibovespa chegou aos 132.752,93 pontos. Já na quinta-feira, 21, índice bateu o recorde de 132.182,01 pontos. O resultado é um reflexo da aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024, que passou pelo Congresso Nacional antes do feriado. As projeções do mercado financeiro também seguem otimistas. A projeção para a inflação (IPCA) oficial de 2023 teve mais uma queda no Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira, 26. A expectativa passou de 4,49% para 4,46%, sendo que um mês antes era de 4,53%. O valor está acima do centro da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Já para 2024, que é o foco da política monetária, a projeção passou de 3,93% para 3,91%, sendo que há um mês também era de 3,91%. Considerando as últimas atualizações nos últimos cinco dias úteis, a mediana para 2023 passou de 4,48% para 4,45%. Já para 2024, a projeção de alta passou de 3,93% para 3,90%, considerando 103 atualizações no período. A taxa básica de juros (Selic), definida em 11,75% ao ano para 2023 pelo Copom teve projeção reduzida para o ano que vem. Na análise do mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 em 9% ao ano. Há uma semana a previsão era de 9,25%. O dólar, por sua vez, caiu 0,79%, cotado a R$ 4,8220, no menor patamar desde 2 de agosto, quando fechou em R$ 4,8039. Com isso, a moeda norte-americana acumula queda de 1,9% no mês e 8,64% no ano.
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