Simone Tebet vai ao Senado e pressiona por votação da PEC dos Precatórios
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, foi pessoalmente ao Senado Federal nesta quarta-feira (16) para defender a votação imediata da PEC dos Precatórios, proposta que altera o tratamento fiscal das dívidas judiciais do governo e busca garantir previsibilidade ao Orçamento a partir de 2027.
A proposta — aprovada anteriormente pela Câmara dos Deputados — retira do limite do novo arcabouço fiscal os gastos com precatórios, que são dívidas do poder público reconhecidas pela Justiça, sem possibilidade de recurso. Além disso, limita os pagamentos dessas obrigações por estados e municípios e autoriza o refinanciamento de dívidas previdenciárias com a União.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
“Gera grande dúvida, ponto de interrogação para os números macroeconômicos, para a economia, o que vamos fazer com o meteoro dos precatórios a partir de 2027. Lembrando que eu preciso ter isso resolvido já para a PLOA [Projeto de Lei Orçamentária Anual] de abril do ano que vem”, afirmou Tebet após reunião com líderes do Senado.
A ministra reforçou que, sem a aprovação da PEC neste semestre, o governo federal poderá enfrentar dificuldades para organizar o planejamento fiscal do próximo ciclo orçamentário. “Se não resolvesse agora, teríamos que resolver já no segundo semestre”, alertou.
Jaques Wagner será o relator da proposta no Senado
Durante o encontro com Simone Tebet, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), confirmou que será o relator da PEC. A relatoria, inicialmente prevista para o líder da oposição, Carlos Portinho (PL-RJ), foi recusada pelo parlamentar, que criticou mudanças feitas pela Câmara no texto original. A principal alteração feita pelos deputados permite que os pagamentos dos precatórios ocorram de forma gradual a partir de 2027, o que, segundo aliados do Planalto, abre espaço fiscal para o futuro governo e garante mais flexibilidade no cumprimento das metas fiscais.
Precatórios fora do teto até 2026
Atualmente, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), os gastos com precatórios estão fora da meta de gastos do governo federal até o ano de 2026. A partir de 2027, porém, há incerteza sobre o impacto fiscal dessas dívidas, o que motivou o governo a acelerar a tramitação da proposta.
A expectativa do Palácio do Planalto é que a PEC seja votada ainda hoje no plenário do Senado, dando início ao processo de consolidação das novas regras fiscais com foco no equilíbrio das contas públicas nos próximos anos.
[jp-related-posts ids=”2017744,2017756″]
Assuntos
continue lendo
Política
Aposta de Lula, Tebet disputa sua 7ª eleição após ser eleita em cinco e mira Senado por SP
Das eleições que participou, ex-ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil foi eleita em cinco ocasições, só perdeu em 2022, quando disputou à Presidência
- PIB brasileiro tem 5º maior crescimento do mundo no 2º trimestre; leia ranking Agência Brasil · há 2 horas
- Governo estima aumento do salário mínimo para R$ 1.741 em 2027 Jovem Pan · há 1 dia
- Prejuízo líquido dos Correios sobe no 1º semestre, mas cai no 2º trimestre Estadão Conteúdo · há 3 dias
- Governo prorroga subvenção à gasolina até 9 de setembro, quando vence MP Estadão Conteúdo · há 7 dias