Após protestos, Academia se desculpa por piadas sobre asiáticos no Oscar

  • Por Efe
  • 15/03/2016 20h41

Chris Rock postou um vídeo brincando com o OscarChris Rock

A Academia de Hollywood pediu desculpas nesta terça-feira por piadas sobre asiáticos feitas durante a última cerimônia do Oscar, realizada no dia 28 de fevereiro, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

O pedido de desculpas veio depois de 25 membros da própria Academia, todos descendentes de asiático, terem escrito uma carta de protesto contra as brincadeiras feitas durante o evento. Entre os que assinaram o documento está Ang Lee, que já venceu duas estatuetas na categoria de melhor diretor.

“A Academia agradece as preocupações mostradas e lamenta que qualquer aspecto da transmissão do Oscar tenha sido ofensivo. Estamos comprometidos a fazer tudo o possível para garantir que o material dos futuros espetáculos seja mais sensível culturalmente”, afirmou a entidade em comunicado.

Na carta de protesto, os descendentes de asiáticos escreveram que ficaram “completamente surpresos” e “decepcionados” por algumas das brincadeiras, que “perpetuaram estereótipos racistas”.

Em uma cerimônia que foi precedida por uma grande polêmica pela ausência de atores negros indicados ao Oscar, o apresentador Chris Rock convidou ao palco três crianças asiáticas e as apresentou como fiscais da autoria que verifica os resultados da premiação.

Em outro episódio, o ator Sacha Baron Coen, caracterizado como seu personagem Ali G, fez uma piada sobre asiáticos, seus genitais e os protagonistas do filme “Minions”.

“À luz das críticas sobre #Oscarsowhite (Oscar tão branco), estávamos esperançosos que o evento proporcionasse à Academia um caminho para avançar e uma ocasião para apresentar um exemplo espetacular de inclusão e diversidade”, afirmou a carta de protesto.

“Em vez disso, a cerimônia do Oscar foi arruinada por um desafinado enfoque em seu retrato dos asiáticos”, completou.

Os signatários da carta afirmaram que desejam saber como as piadas “sem gosto” e “ofensivas” foram incluídas na cerimônia e pediram que a Academia tome “passos concretos” para garantir que todas as pessoas sejam representadas com “dignidade e respeito”.