Fábio Brazza faz freestyle no Pânico: ‘o ódio dos dois lados tão querendo puxar o gatilho’
Convidado desta terça-feira (5) no Pânico na Rádio, o rapper Fábio Brazza cantou e discutiu com o comentarista e jornalista Felipe Moura Brasil sobre o tema: um país pós-segundo turno. Brazza aproveitou as críticas a Bolsonaro para reiterar uma posição crítica aos discursos do presidente eleito.
“Acho que o Bolsonaro tem traços fascistas em seu discurso quando defende autoritarismo, quando ataca minorias. Eu acredito que estamos em uma fase da democracia em que estamos discutindo e estudando até os deputados em quem vamos votar, mas o lado ruim é que se criou os extremismos de esquerda e direita, mas não dá para sermos todos passivos”, refletiu.
Não é novidade, para quem acompanha Brazza ou Moura, que há divergências de ideias na esfera política e social entre eles, mas durante o programa o diálogo mostrou convergências inesperadas ligadas, por exemplo, a questões econômicas. O rapper pontou que se sente mais ligado à direita quando o assunto é economia.
Apesar das críticas a Bolsonaro, o cantor demonstra entusiasmo ao falar sobre a vontade dos brasileiros em discutir e acompanhar a vida política de seus candidatos. “Eu acredito que estamos em uma fase da democracia em que estamos discutindo e estudando até os deputados em quem vamos votar, mas o lado ruim é que se criou os extremismos de esquerda e direita, mas não dá para sermos todos passivos e vamos ser amigos”, pontuou.
O cantor ainda aproveitou para fazer ressalvas sobre causas sociais, âmbitos que costumam ser atacados por parcelas da população que ligam minorias diretamente ao Partido dos Trabalhadores ou a movimentos de esquerda. “As causas sociais não são causas pequenas, a violência e desemprego afetam mais as mulheres e negros, eles não passam em empregos, muitas vezes, pela cor da pele. Eles tomam tiro. Isso é importante, e a luta do rap é mostrar que isso é importante, que afeta nossa segurança. Só porque o Bolsonaro comparou negro com gado? Isso é ‘só’ para gente, mas para quem sofre [com racismo] não é um ‘só’”, apontou.
No fim do programa, Brazza fez um rápido freestyle com algumas palavras chave escolhidas pela bancada do Pânico na Rádio e concluiu, como é de costume em suas músicas, com críticas sociais, “’Tá’ complicada eleição, né Emílio? O ódio dos dois lados ‘tão’ querendo puxar o gatilho, mas aqui todo mundo se respeita, e é só no Tinder ‘memo’ que eu ’tô’ puxando pra direita. Pra finalizar a história, só quem se deu bem mesmo foi João Doria”.
Assuntos
continue lendo
Música
Morre Benito di Paula, grande nome da música popular brasileira, aos 84 anos
Cantor lutava contra um câncer há cerca de um ano
- U2 no Brasil em 2027: banda anuncia shows em São Paulo; veja detalhes Estadão Conteúdo · há 5 dias
- Lollapalooza 2027 divulga shows por dia; veja Estadão Conteúdo · há 6 dias
- Além de Daniel, relembre outros artistas que peregrinaram até Aparecida Estadão Conteúdo · há 1 semana
- Rihanna diz ter ‘pelo menos 170 músicas inéditas para lançar Estadão Conteúdo · há 1 semana