MPF abre investigação contra ‘BBB 26’ por possíveis ‘práticas de tortura’

O órgão informou que a apuração nasceu do ‘relato de episódios convulsivos’ de Henri Castelli e destacou a condução da dinâmica do ‘Quarto Branco’

  • Por Jovem Pan*
  • 05/03/2026 23h55
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Reprodução/Globo Participantes do Quarto Branco disputam duas vagas no BBB 26 • Reprodução/Globo Para o procurador regional do MPF, as condições impostas aos participantes "expõem a saúde dos envolvidos a riscos desnecessários"

O Ministério Público Federal (MPF) determinou nesta quinta-feira (5) a instauração de um inquérito civil para investigar “possíveis práticas de tortura e tratamentos desumanos ou degradantes” no reality show Big Brother Brasil 26.

Segundo comunicado, a investigação do MPF nasce de “relatos de episódios convulsivos vivenciados pelo participante Henri Castelli durante uma prova de resistência” do programa.

O órgão também chamou a atenção para uma dinâmica chamada “Quarto Branco”, onde participantes permaneceram confinados durante um longo período de tempo. A metodologia do quadro “guarda semelhança com práticas de tortura empregadas durante a ditadura civil-militar brasileira”, ressaltou a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, em carta enviada ao MPF.

Para o procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão, Julio Araujo, “as condições impostas pela produção expõem a saúde dos envolvidos a riscos desnecessários”.

Em documento enviado ao MPF, a TV Globo afirmou que as gravações contam com acompanhamento médico permanente e que Castelli foi levado a unidades de saúde externas em duas ocasiões.

O MPF, no entanto, manifestou que “a normalização do sofrimento alheio como forma de espetáculo é incompatível com os objetivos fundamentais da República de construir uma sociedade justa e solidária”.

*Com informações de AFP

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