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Sequência de ‘Trainspotting’ de Irvine Welsh chega às livrarias 30 anos depois

Livro original foi adaptado para o cinema em 1996 por Danny Boyle, com o ator Ewan McGregor como protagonista

Fernando Keller

Trainspotting
1752268988919484 Montagem/Reprodução/Instagram/@irvine.welsh/PolyGram Filmed Entertainment

O escritor escocês Irvine Welsh descreveu, nesta sexta-feira (11), a aguardada sequência de seu famoso romance “Trainspotting“, que será publicado em inglês no dia 24 de julho, como um antídoto contra um mundo cheio de “ódio e veneno”. “Men in Love” se passa na Escócia do final dos anos oitenta e início dos anos noventa, começando onde “Trainspotting” terminou. Esta primeira obra, publicada há mais de trinta anos em sua versão original, apresentou Irvine Welsh e sua gangue de viciados em drogas insanos formada por Mark Renton, Sick Boy, Spud e Begbie. Estes anti-heróis enfrentam seu tédio e infelicidade em bairros sombrios fumando maconha, injetando heroína ou tomando ópio.

O livro foi adaptado para o cinema em 1996 por Danny Boyle, com o ator Ewan McGregor como protagonista. Em 2017, foi lançada uma sequência, T2 Trainspotting. Para “Men in Love”, Irvine Welsh quis dar espaço para o otimismo e o amor. “Vivemos em um mundo que parece cheio de ódio e veneno. É hora de eu me concentrar mais no amor, como uma espécie de antídoto contra tudo isso”, declarou o escritor à BBC. Segundo ele, há muitas semelhanças entre os anos noventa e a época atual.

O desaparecimento de grande parte da indústria pesada nos anos oitenta, como a construção naval no bairro de Leith, em Edimburgo, marcou uma nova era para alguns “sem trabalho remunerado”. “Agora todos estamos nessa situação. Não sabemos quanto tempo teremos trabalho remunerado, se é que o teremos, porque nossa economia, nossa sociedade, está em uma longa transformação revolucionária”, acrescentou, afirmando que vê tendências “muito distópicas” em nosso tempo.

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Irvine Welsh também criticou a inteligência artificial e a cultura tóxica das redes sociais. “Por um lado, temos a inteligência artificial e, por outro, uma espécie de estupidez natural. Estamos nos tornando máquinas idiotizadas que recebem instruções”, garantiu. “E quando as máquinas pensam por você, seu cérebro atrofia”, acrescentou.

*Com informações da AFP
Publicado por Fernando Dias

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