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Futebol

Chapecoense retorna ao local de acidente aéreo 10 anos depois

Avião que transportava a delegação chocou contra o monte Cerro Gordo quando se preparava para pousar próximo de Medellín

AFP

Esta vista aérea mostra o memorial do acidente aéreo da Chapecoense, às vésperas do 10º aniversário da tragédia, no Cerro Gordo, próximo a La Unión, departamento de Antioquia, Colômbia, em 25 de setembro de 2026.
Em 28 de novembro de 2016, o avião que transportava a Chapecoense para Medellín, onde enfrentaria o Atlético Nacional na final da Copa Sul-Americana — o maior e mais inesperado jogo da história do time brasileiro — ficou sem combustível e caiu nas montanhas próximas ao seu destino, matando 71 dos 77 passageiros e tripulantes, incluindo 19 jogadores. JAIME SALDARRIAGA / AFP

A Chapecoense visitou, nesta sexta-feira (25), na Colômbia, a montanha contra a qual se chocou o avião que transportava sua delegação há dez anos e que causou uma das maiores tragédias do futebol mundial.

Representantes da equipe compareceram à homenagem organizada por autoridades locais em memória das 71 pessoas que morreram no acidente na noite de 28 de novembro de 2016.

Entre os presentes estava um dos seis sobreviventes, o ex-zagueiro Neto. Aos 41 anos, ele retornou pela terceira vez ao local onde quase perdeu a vida.

Ali foi instalado um mural com as fotografias das vítimas e a inscrição “Campeões do céu”. O clube vai inaugurar um monumento com os nomes dos que faleceram gravados.

Nas imediações, ainda é possível ver pedaços da fuselagem do avião.

Em plena luta para permanecer na primeira divisão do Campeonato Brasileiro, a Chapecoense chegou a Medellín para disputar um amistoso contra o Atlético Nacional no sábado (26), no estádio Atanasio Girardot, marcando os dez anos da tragédia.

O acidente ocorreu no monte Cerro Gordo, em La Unión, quando a equipe brasileira se preparava para pousar perto de Medellín para disputar o jogo de ida da final da Copa Sul-Americana contra o Nacional.

Mas o avião ficou sem combustível e se chocou contra a montanha.

“Os gritos das pessoas pedindo socorro” são “lamentos que a gente ainda ouve como se estivessem vivos”, disse à AFP o camponês Miguel Ramírez, do município de La Unión.

Ramírez foi o primeiro a chegar ao local do acidente e a socorrer as vítimas com seu filho Johan, que mais tarde ficou conhecido como o “Menino-Anjo da Chapecoense” por ajudar a retirar as vítimas graças ao seu conhecimento da região, que era montanhosa e lamacenta.

Após a tragédia, a Chapecoense foi declarada campeã da Copa Sul-Americana pela Conmebol, a pedido do Atlético Nacional.

As duas equipes se reencontraram cinco meses depois para disputar a Recopa Sul-Americana de 2017, conquistada pelo clube colombiano.

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