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Futebol

Jardine diz que espera Pedro na seleção olímpica e fala sobre polêmica com o Flamengo

O treinador também explicou a convocação de Daniel Alves, do São Paulo, veterano que não fez parte do ciclo para os Jogos de Tóquio

Pedro Sciola

Treinador da seleção brasileira olímpica, André Jardine afirmou nesta terça-feira, 29, que aguarda o atacante Pedro, do Flamengo, na apresentação do elenco que irá disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio. Até o momento, o centroavante não foi liberado pelo clube carioca. “O Pedro é um jogador que vive um grande momento. Aqui na seleção eu me cobro muito para fazer justiça com o que os atletas estão fazendo em seus clubes. Sabemos que muitos trabalham para chegar na seleção. E mesmo com o pedido do Flamengo, entendemos em primeiro lugar que o Pedro merecia estar na lista das Olimpíadas porque trabalhou para isso. Acabou que na última etapa teve duas atuações fantásticas, fazendo gols. E para mim foi o carimbo final que ele ainda não tinha tido”, disse o técnico, que também abordou a polêmica com o Rubro-Negro.

“Se o Flamengo vai liberar ou não, o que eu costumo dizer para o Branco (coordenador das seleções de base da CBF) e os dirigentes, na hora que eu faço a lista, a gente usa muito o bom senso por não ser data Fifa. A gente sabe que vai precisar da compreensão e parceria dos clubes. Não tem uma imposição, não tem briga com clube nenhum. Existe parceria. Se o clube não quiser liberar, temos que entender os motivos e escolher outro. Mas no caso do Flamengo, ao mesmo tempo que a gente cuida muito aqui para não prejudicar nenhum clube e, em muitos momentos, eu cedi de não levar mais jogadores do Flamengo quando a seleção principal já tinha dois ou três jogadores em alguma data Fifa. Então, muitas vezes usamos esse bom senso. Mas ao mesmo tempo que não queremos prejudicar, a gente não pode se beneficiar. Se tem um jogador que merece estar na lista, como é que não vou convocá-lo se outros clubes também vão ceder jogadores?”, prosseguiu.

Jardine também explicou a convocação de Daniel Alves, do São Paulo, veterano que não fez parte do ciclo para os Jogos Olímpicos de Tóquio. “O Daniel atendeu os pré-requisitos para os jogadores acima da idade. Procurávamos um líder, um jogador com histórico de seleção vencedor. E aí não existe um jogador mais vencedor que o Dani. E uma característica que eu gosto bastante é que ele é um jogador capaz de cumprir qualquer função tática que o treinador pedir a ele. Seja vindo por dentro, como lateral-armador, como o Tite gosta de dizer. Seja como lateral-ala-ponta, como ele vem jogando com o (Hernán) Crespo, no São Paulo. O fato é que ele é um jogador de excelência e vai dar um toque a mais para nossa seleção. Onde vou usar ele vai de cada jogo, usando ele em funções diferentes, até para surpreender o adversário”, declarou.

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