No Morumbi, Zetti escapa de briga, mas se revolta: “organizadas têm de acabar”

  • Por Jovem Pan
  • 07/07/2016 14h41
O ex-goleiro Zetti é um dos maiores ídolos da história do São Paulo

Bicampeão mundial pelo São Paulo, Zetti por pouco não testemunhou os confrontos que marcaram a partida de ida da semifinal da Copa Libertadores da América. Membros da Independente entraram em conflito com torcedores comuns e policias militares nos arredores do Morumbi assim que o jogo contra o Atlético Nacional acabou.

Zetti falou com exclusividade a Fausto Favara, em entrevista que vai ao ar no próximo Plantão de Domingo, da Rádio Jovem Pan, e revelou que só não presenciou o clima de guerra do lado de fora do estádio porque deixou o Morumbi quase dez minutos antes do término da partida.  

Mesmo assim, o ídolo tricolor lamentou o ocorrido. Eu confesso que fazia sete meses que eu não ia a nenhum estádio de futebol. Acompanho e vivo o futebol, mas pela televisão. Tenho um receio muito grande de ir ao estádio e ser surpreendido. Ontem, eu só não fui surpreendido porque saí uns sete, oito minutos antes de o jogo terminar. Fui ouvindo pela rádio e acompanhando todo o acontecimento, que foi lamentável”, afirmou. 

Zetti ainda fez questão de ressaltar que, dentre os 61 mil torcedores que lotaram o Morumbi na última quarta-feira, apenas uma irrisória minoria estava disposta a brigar. O ex-goleiro se encantou com a quantidade de famílias que compareceram ao estádio. Por isto, pediu a extinção das torcidas organizadas – que, mais uma vez, protagonizaram cenas de violência. 

“Não podemos generalizar. Tinha muitas crianças, muitas mulheres, idosos… A maioria é do bem. Quando esses caras do mal se unem e formam um grupo, têm de ser punidos… Tem que acabar a torcida organizada. Já que eles são tão organizados, porque não se juntam para fazer coisa boa para o esporte?”, encerrou, com um misto de inconformismo e revolta.