Suspenso, sul-coreano acusa Fifa de “sabotar” sua candidatura à presidência

  • Por Agência Estado
  • 21/10/2015 11h36
Chung Mong-Joon foi suspenso e está impedido de disputar eleições para presidência da Fifa

Suspenso por seis anos como resultado de uma investigação do Comitê de Ética da Fifa que apurou irregularidades envolvendo os países que se candidataram a sediar as Copas do Mundo de 2018 e 2022, o sul-coreano Chung Mong-Joon acusa a entidade de ter “sabotado” a sua candidatura à presidência do organismo que controla o futebol mundial, cuja próxima eleição está marcada para 26 de fevereiro de 2016.

Magnata da Hyundai e um dos ex-vice-presidentes da Fifa, Mong-Joon divulgou nesta quarta-feira (21) um comunicado no qual diz que o Comitê de Ética da entidade ainda não apresentou razões por escrito para justificar a punição anunciada há duas semanas, sendo que o dirigente fracassou em sua tentativa de obter uma liminar em um tribunal de Zurique para suspender a decisão que o baniu do futebol por seis anos.

Com o apoio de Mong-Joon, a Coreia do Sul foi uma das candidatas a abrigar o Mundial de 2022, em disputa que acabou sendo vencida pelo Catar. Entre as irregularidades investigadas pela Fifa no processo de candidatura estava o pagamento de subornos. O sul-coreano, porém, aponta que a Fifa ainda não conseguiu sequer fundamentar a punição aplicada a ele.

“A Fifa continua a sabotar minha candidatura à presidência da Fifa”, afirmou Mong-Joon, que ainda ressaltou nesta quarta: “Estou em um dilema. Não posso manter minha candidatura por causa de sanções injustas, mas não posso apelar contra as sanções ou obter uma liminar no tribunal da Suíça porque não tenho a decisão fundamentada que o Comitê de Ética da Fifa tem até agora e se recusou a me enviá-la”.

O prazo final para apresentação de candidaturas à presidência da Fifa, na eleição de 26 de fevereiro, vence na próxima segunda-feira, sendo que, há menos de duas semanas, o Comitê de Ética da entidade anunciou a suspensão por 90 dias de Blatter, do secretário-geral Jérôme Valcke e de Michel Platini, atual presidente da Uefa e, até então, principal favorito a suceder o dirigente suíço no cargo.

Desmoralizado, Blatter é suspeito de ter cometido crimes financeiros, de acordo com o Ministério Público da Suíça, e pode pegar até dez anos de prisão. O dirigente e Platini foram suspensos por 90 dias pelo Comitê de Ética da Fifa, no início do mês, pela suspeita sobre o pagamento de 2 milhões de francos suíços (cerca de US$ 2 milhões) do suíço ao francês em 2011. Platini explicara que o dinheiro se referia a salários não pagos de trabalhos como consultor de Blatter entre 1998 e 2002.