Kelvin Hoefler diz que Letícia Bufoni não se concentrou durante as Olimpíadas de Tóquio

De acordo com o paulista, seu bom rendimento no Japão foi fruto de muita dedicação, algo que faltou para a skatista, uma das favoritas na modalidade feminina, mas que não avançou para a final

  • Por Jovem Pan
  • 12/08/2021 17h55 - Atualizado em 12/08/2021 20h10
Reprodução/ InstagramKelvin Hoefler disse que faltou concentração a Letícia Bufoni durante as Olimpíadas de Tóquio

Medalhista de prata no skate street das Olimpíadas de Tóquio, Kelvin Hoefler voltou a falar sobre Letícia Bufoni na tarde desta quinta-feira, 12, em entrevista ao podcast “Podpah”. De acordo com o paulista, seu bom rendimento no Japão foi fruto de muita concentração e dedicação, algo que faltou para a skatista, uma das favoritas na modalidade feminina, mas que não avançou para a final. “Eu estava focado, eu tinha uma missão, era ganhar. Se eu fosse ficar de ‘função’, eu ficava no Brasil, na quebrada, com os parceiros. Viajei 20 horas para ficar ‘de função’? Fui para ganhar. O pessoal, a Letícia, o Felipe (Gustavo) estavam tudo ‘de função’. O pessoal que é ‘de função’ não se deu muito bem”, contou. Perguntado sobre o que é ficar “de função”, ele explicou: “Não ficou concentrado para sua missão. Eu tinha a missão, e fui fazer. Eu foquei, estudei a pista… Eu fui com o objetivo de ganhar o bagulho”, completou.

Kelvin Hoefler ainda citou como exemplo de determinação o colega Pedro Barros, que também trouxe uma medalha de prata do skate park. “Na eliminatória, se você olhar, ele se afastou do pessoal para concentrar. Tem que focar, mentalizar. O skate é muito mental”, comentou o skatista, que viu seu nome ficar no centro de uma polêmica após Leticia Bufoni não comemorar sua medalha em Tóquio. Ainda durante a competição, ela relatou em live: “O Kelvin, pelo que vocês perceberam, ele nunca está com a gente nos ‘rolês’, ele nunca faz parte das nossas atividades por uma opção dele. Ninguém tem nada contra ele, pelo contrário, está todo mundo aqui comemorando que o Brasil ganhou uma medalha. Respeito muito a história dele, mas, infelizmente, ele não gosta de estar com a gente. Um exemplo grande é que a CBSK, que é a confederação de skate não pode nem marcar ele, porque ele bloqueou a CBSK.”

Em entrevista recente ao programa “Cadeira Cativa”, do Grupo Jovem Pan, Kelvin admitiu que se afastou de algumas pessoas do skate. “Eu tinha um foco. Não viajei 16 horas para ficar de ‘ideinha’ um com outro ou coisas meio erradas que eu via. Eu não vou entrar num grupo de amizade que só fala mal um do outro, uma vibe negativa. Eu fui pra lá pra ganhar e eu estava minando essas amizades e focando no meu objetivo. Já faz mais de 10 anos que eu me afastei dessas pessoas e a minha vida mudou depois disso, foi só foguete, então foi bom. Falador passa mal, essa é a verdade”, afirmou o atleta. Especificamente sobre Buffoni, Kelvin esclareceu que eles se conheceram quando eram mais novos, mas que, apesar das diferenças, não tem problemas com ela. “Ela cresceu na rua de casa no Guarujá, mas quando mudou para os EUA nós não tivemos mais essa conexão. Ela não voltou mais pra lá e perdemos um pouco da comunicação. Ela vive o mundo dela e eu vivo o meu. Eu não sei se tem treta, porque ela falou umas coisas e eu torci pra ela no dia seguinte. Acho que o que ela falou foi infeliz”, completou.