Arquitetos instalam gangorra em cerca que separa EUA e México
Dois arquitetos norte-americanos tiveram uma ideia para unir as cidades da fronteira do México e dos Estados Unidos separadas por uma cerca de ferro. Ronald Rael e Virginia San Fratello desenvolveram e instalaram, junto com um grupo de profissionais, uma gangorra entre El Paso (EUA) e Ciudad Juaréz (México).
As imagens compartilhadas nas redes sociais mostram vídeos de adultos e crianças brincando, mesmo separados pela cerca de ferro. Segundo Rael, que é professor doutor da cadeira de arquitetura da Universidade da Califórnia, em Berkeley, este foi um dos momentos mais incríveis da sua carreira.
“Foi um evento cheio de alegria, animação e união na fronteira. O muro virou literalmente o ponto de sustentação para as relações dos EUA com o México e crianças e adultos foram conectados de forma significante em ambos os lados com o reconhecimento de que as ações que acontecem em um lugar devem ter consequências diretas do outro. Incríveis ‘obrigados’ a todos que fizeram esse evento possível.”
Confira os vídeos:
Muro foi promessa de campanha de Trump
Uma das promessas eleitorais que levaram Donald Trump à Casa Branca foi a construção de um muro na fronteira entre os dois países. De acordo com ele, a intenção é reduzir a imigração ilegal. No entanto, o presidente americano até agora não conseguiu verba no orçamento para isso.
Nesta segunda-feira (29), o Supremo Tribunal norte-americano autorizou que Trump utilize dinheiro público do Pentágono para construir parte dele. O conflito chegou a mais alta autoridade judicial dos Estados Unidos após o presidente recorrer à declaração de emergência nacional na área, uma situação excepcional que lhe permite dispor de fundos orçamentários para outros fins.
Pelo Twitter, Trump disse ser uma grande vitória para o muro, para a segurança fronteiriça e do Estado de Direito. No entanto, o projeto de muro pretendido por Trump, e que foi sua grande promessa eleitoral de 2016, precisa de um investimento muito maior, algo cerca de US$ 21 bilhões, que o Congresso dos Estados Unidos se nega a autorizar, já que muitos dos próprios republicanos são contrários à medida.
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Eliseu Caetano
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