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França vive nova onda de calor com temperaturas de até 41ºC, risco de aumento da seca e novos incêndios

Ciclo de temperaturas elevadas terá seu pico no domingo (10) e no início da próxima semana útil; bombeiros seguem lutando para extinguir um incêndio perto de Narbona, no sul do país

Sarah Américo

FRANCE-WEATHER-CLIMATE-HEAT-TOURISM
FRANCE-WEATHER-CLIMATE-HEAT-TOURISM JEAN-PHILIPPE KSIAZEK / AFP

A França vive, a partir desta sexta-feira (8), sua segunda onda de calor do período de verão, com temperaturas previstas de até 41º C, que podem agravar a seca no sul do país e provocar novos incêndios. “As temperaturas muito altas devem se intensificar no início da próxima semana” e se manter pelo menos até a segunda metade da semana, afirmou o serviço meteorológico. A nova onda de calor, que terá seu pico no domingo (10) e no início da próxima semana útil, chega enquanto os bombeiros seguem lutando para extinguir um incêndio perto de Narbona, no sul do país. O fogo se espalhou por 17 mil hectares, antes de ser estabilizado na tarde de quinta-feira (7), deixando uma morte. É um dos piores incêndios na França desde a Segunda Guerra Mundial.

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A primeira onda, que atingiu o país europeu entre 19 de junho e 6 de julho, registrou 480 mortes adicionais acima dos níveis habituais, indicaram as autoridades sanitárias. O serviço meteorológico Météo-France decretou alerta laranja, o segundo mais alto, em 11 departamentos do sul, nesta sexta-feira, aos quais se somarão mais 17 no sábado, no país. Com temperaturas de até 41º C no domingo, a Météo-France também alertou para um risco “elevado” de incêndios na região mediterrânea, que poderia agravar a seca e o temor dos viticultores.

Em Lyon, a cidade francesa que frequentemente está em alerta por ondas de calor, os moradores se preparam para este novo aumento de temperaturas que devem chegar perto dos 40º C neste fim de semana. Sob uma pérgola na praça Bellecour, Séléna, uma funcionária de 22 anos da rede de transportes, faz uma pausa: “Tento me proteger do sol”, diz. Os cientistas alertam há anos sobre o impacto das mudanças climáticas em ondas de calor, secas e outros fenômenos meteorológicos extremos, cada vez mais intensos e frequentes. O mundo viveu o terceiro mês de julho mais quente já registrado, com uma temperatura média 1,25º C superior ao mesmo período da era pré-industrial (1850-1900), segundo o serviço meteorológico europeu Copernicus.

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*Com informações da AFP

 

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