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Irã ameaça atacar bases de EUA, Reino Unido e França e suspende negociações com governo americano

Governo iraniano afirma que países que apoiarem Israel também serão alvos; conversas sobre acordo nuclear aconteceriam neste domingo, mas Teerã diz que 'não faz sentido dialogar com o maior apoiador do agressor'

ia samy

Iranianos passam de carro por um outdoor anti-Israel em um prédio, com os dizeres “Agora é a nossa vez”
Anti-Israel billboards appear in Tehran after Israel's attack on Iran Abedin Taherkenareh/EFE/EPA

A tensão no Oriente Médio atingiu novo patamar neste sábado (14), após o Irã ameaçar atacar interesses dos Estados Unidos, Reino Unido e França na região, caso esses países tentem impedir sua retaliação contra Israel. A escalada ocorre após forças israelenses realizarem bombardeios em larga escala contra alvos militares e nucleares iranianos, matando dezenas de pessoas, entre elas líderes militares de alto escalão e cientistas envolvidos no programa nuclear.

Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel, deixando mortos e feridos, e afirmou que bases militares, missões diplomáticas e embarcações navais de países que apoiarem Israel também serão alvos. “Qualquer interferência resultará em ataques a todas as bases regionais dos governos cúmplices, incluindo instalações no Golfo Pérsico e no Mar Vermelho”, alertou Teerã em comunicado citado pela agência iraniana Mehr.

Os Estados Unidos confirmaram que atuaram diretamente na interceptação de parte dos mísseis e drones iranianos. O presidente Donald Trump afirmou que tinha conhecimento prévio dos ataques israelenses e declarou apoio às ações, elogiando o desempenho das forças armadas de Israel. Já o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, advertiu o Irã contra qualquer ofensiva a tropas dos EUA instaladas em países árabes.

A França e o Reino Unido também manifestaram apoio à defesa de Israel. O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que seu país ajudará “se estiver em condições de fazê-lo”, mas reiterou que não participará de ações ofensivas. Macron criticou o programa nuclear iraniano, afirmando que Teerã ultrapassou em quase 40 vezes os limites de urânio enriquecido permitidos pela comunidade internacional. Já o premiê britânico, Keir Starmer, afirmou que o Reino Unido não participou do ataque, mas reforçou que Israel tem o direito à autodefesa.

O conflito tem provocado vítimas civis em ambos os lados. Em Israel, ao menos três pessoas morreram e mais de 80 ficaram feridas em ataques iranianos. Em Rishon Lezion, um míssil atingiu uma área residencial. “O Irã cruzou a linha vermelha ao atingir civis”, disse o ministro da Defesa israelense, Israel Katz.

No Irã, os bombardeios israelenses causaram a morte de ao menos 78 pessoas e deixaram mais de 320 feridas, segundo o governo iraniano. Entre as vítimas estão militares de diferentes patentes e civis. Israel afirma ter atingido mais de 200 alvos no território iraniano, incluindo instalações nucleares em Isfahan e Natanz.

Diante do conflito em curso, o Irã anunciou que não participará das negociações nucleares com os Estados Unidos previstas para este domingo em Omã. “Enquanto durar a agressão do regime sionista, não faz sentido dialogar com o maior apoiador do agressor”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqaei.

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Analistas temem que o conflito, já com proporções regionais, evolua para um confronto de maior escala com envolvimento direto de potências ocidentais. França, Reino Unido e Alemanha tentam articular uma resposta diplomática, mas o cenário é de forte instabilidade.

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Publicado por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de IA