Líbano: protestos contra lockdown deixam um morto e 226 feridos
O Líbano teve sua quarta noite consecutiva de protestos depois que o governo impôs um toque de recolher de 24 horas como forma de conter a disseminação do novo coronavírus. Em Trípoli, uma das cidades mais pobres do país, um homem de 30 anos morreu baleado durante um confronto entre autoridades de segurança e manifestantes na noite desta quarta-feira, 27. A imprensa local afirma que os policiais atiraram contra a multidão com balas de verdade quando civis tentaram invadir o prédio da prefeitura. A noite também foi marcada pelo uso de coquetéis Molotov por parte dos manifestantes, que foram retaliados pelos agentes de segurança com gás lacrimogênio. No total, 226 pessoas ficaram feridas.
[jp-related-posts ids=”1040777,1039148,1038634″]
O Líbano já registrou um total de 289 mil casos e 2.500 mortes por Covid-19 desde o início da pandemia. Os trabalhadores alegam que o lockdown está causando mais sofrimento às populações mais pobres, mas o primeiro-ministro interino Hassan Diab defende que as restrições são necessárias devido à sobrecarga do sistema de saúde. O jornal britânico Financial Times relata que muitos hospitais do país estão sem respiradores, além de estarem próximos da lotação. As primeiras vacinas contra Covid-19 devem chegar ao Líbano no meio de fevereiro, de acordo com o ministro da Saúde, Hamad Hassan.
*Com informações de agências internacionais
Assuntos
continue lendo
Mundo
Irã diz que país enfrenta ‘muitas dificuldades’ em meio a sanções dos EUA
Fala do presidente iraniano acontece após uma semana em que o governo norte-americano anunciou uma campanha de medidas e isolamento da nação persa
- Pentágono demite jornalistas após críticas à interferência editorial Jovem Pan · há 32 minutos
- Papa Leão XIV pede mais esforços internacionais para conter Ebola na RD Congo AFP · há 46 minutos
- Governador mexicano acusado de narcotráfico pelos EUA volta a dizer que deixará o cargo AFP · há 10 horas
- Irã diz que vai considerar “inimigo” qualquer país que participe da “guerra econômica” dos EUA AFP · há 14 horas