Líder do Hezbollah desafia Israel e diz que pode entrar na guerra: ‘Todas as opções estão abertas’
Pela primeira vez após o início do conflito entre Israel e Hamas, Hassan Nasrallah, líder do grupo libanês extremista Hezbollah, fez um discurso público sobre o posicionamento do grupo em relação à guerra nesta sexta-feira, 3. “Israel ainda não apresentou nenhuma vitória militar”, afirmou Nasrallah durante seu pronunciamento, que foi exibido ao vivo no bairro de Hadath, em Beirute, capital do Líbano. O líder do Hezbollah afirmou que as ações foram “100% palestinas” e que nada foi acordado com seu movimento. “A decisão do Hamas foi certa e veio no momento certo”, disse. Apesar de não ter convocado militantes ou ter declarado guerra à Israel, Hassan deixou claro que seu apoio é destinado ao Hamas e não descartou a possibilidade de existir um conflito mais amplo no futuro: “Todas as opções estão abertas”. O grupo paramilitar libanês, que recebe forte apoio do Irã, é responsável pela região sul do Líbano que faz fronteira com Israel. Apesar de não estar declaradamente no conflito, Nasrallah afirmou que o grupo está envolvido na guerra desde o início. “Alguns gostariam que o Hezbollah se envolvesse em uma guerra total, mas eu posso dizer que o que está acontecendo agora ao longo da fronteira entre Israel e Líbano é significativo e não é o fim”, disse. O discurso de Nasrallah era esperado com ansiedade, pois até o momento não se sabia se o grupo do líder também passaria a integrar a frente do Hamas contra Israel de forma oficial. “Existem dois objetivos: o primeiro é parar a agressão contra Gaza e o segundo é a vitória do Hamas e de Gaza. Nossas operações na fronteira obrigaram Israel a desviar forças, armas e equipamentos de Gazas e da Cisjordânia para a frente libanesa, um terço dos militares está agora em nossa fronteira”, declarou Nasrallah. “O fim do conflito depende do fim da agressão de Israel e dos Estados Unidos em Gaza”, finalizou.
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