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Sobe para nove o número de mortos por mísseis iranianos no centro de Israel

A organização informou ter evacuado 28 feridos, dos quais dois em estado grave

Pedro Vilas Boas

Agentes do serviço de emergência israelense removem um saco mortuário do local de um ataque de mísseis perto de Bet Shemesh, a cerca de 30 quilômetros a oeste de Jerusalém, em 1º de março de 2026.
ISRAEL-US-IRAN-CONFLICT Ahmad GHARABLI / AFP

Nove pessoas morreram, neste domingo (1º), no centro de Israel, quando um prédio desabou após o “impacto direto” de um míssil iraniano, informaram os serviços de emergência israelenses.

No setor de Bet Shemesh, socorristas “confirmaram a morte de nove pessoas”, anunciou, em um comunicado, a organização Magen David Adom, o equivalente israelense à Cruz Vermelha.

A organização informou ter evacuado 28 feridos, dos quais dois em estado grave.

Um balanço anterior registrou oito mortos.

O míssil causou “danos importantes (…) e o prédio onde havia civis desabou”, acrescentaram as forças de segurança.

Alireza Arafi como líder interino

O governo do Irã nomeou, neste domingo (1º) o aiatolá Alireza Arafi como líder interino. Ele ficará  à frente do país após o assassinato do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, neste sábado (28).

“O Conselho de Discernimento do Interesse do Estado elegeu o aiatolá Alireza Arafi como membro do conselho interino de liderança”, afirmou o porta-voz do conselho, Mohsen Dehnavi, em uma publicação nas redes sociais.

O conselho interino também incluirá o presidente do país e o chefe do Judiciário. Eles ficaram à frente do governo até a escolha de um novo líder supremo. Especialistas explicam que a queda do regime é o objetivo dos Estados Unidos.

“O objetivo político definido pelo presidente Trump e pelo primeiro-ministro Netanyahu é a mudança de regime no Irã”, afirmou o coronel da reserva Paulo Filho. “Eu não acredito que imediatamente todo mundo vai se render e vai haver uma mudança de regime de maneira tranquila”, disse. O militar destacou o contra-ataque iraniano inédito, que atingiu “praticamente todos os estados do Golfo”.

*com informações da AFP