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Terremoto deixa cinco mortos em região andina do Peru

Tremor ocorreu às 21h24 locais (23h24 no horário de Brasília), a uma profundidade de 24 quilômetros, com epicentro no distrito de Chongos Bajo, 300 km a leste de Lima

AFP

Esta foto, divulgada pelo Ministério da Defesa do Peru, mostra equipes de resgate vasculhando casas que desabaram nos arredores de Huancayo — a cerca de 300 km a leste de Lima, no departamento de Junín — em 19 de julho de 2026, após um terremoto de magnitude 5,1. Um terremoto de magnitude 5,1 na região dos Andes peruanos, ocorrido no final de 18 de julho de 2026, deixou cinco mortos e 21 feridos, informaram autoridades em 19 de julho. Como o epicentro estava a pouca profundidade e muitas casas na área são feitas de adobe ou de uma mistura de madeira, cana e barro conhecida como "quincha", algumas localidades sofreram danos significativos, disse o general Luis Vasquez, diretor do Instituto Nacional de Defesa Civil. (Foto: Divulgação / Ministério da Defesa do Peru / AFP) / USO EDITORIAL RESTRITO - CRÉDITO OBRIGATÓRIO "AFP PHOTO / PERU'S DEFENCE MINISTRY" - PROIBIDO USO EM MARKETING OU CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS - DISTRIBUÍDO COMO SERVIÇO AOS CLIENTES
Após o evento principal, o IGP registrou 12 réplicas, a maioria de baixa magnitude Divulgação / Ministério da Defesa do Peru / AFP

Um terremoto de magnitude 5,1 registrado no sábado em uma região andina do Peru deixou cinco pessoas mortas e 21 feridos, informou neste domingo (19) o Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci).

“O que temos até agora são 5 mortos e 21 feridos que já foram validados (confirmados, nota do editor) pelo Ministério da Saúde”, disse o chefe do Indeci, general Luis Vásquez, à rádio Exitosa.

O tremor ocorreu às 21h24 locais (23h24 no horário de Brasília), a uma profundidade de 24 quilômetros, com epicentro no distrito de Chongos Bajo, 300 km a leste de Lima, na região de Junín, informou o Instituto Geofísico do Peru (IGP).

Devido à distância do local, os relatórios preliminares não informavam sobre mortos. “O terremoto destruiu nosso lar. Aqui há muitas casas de adobe que desabaram”, disse um morador de Chongos Bajo ao canal de televisão N.

Segundo Vásquez, a pouca profundidade do tremor, somada à presença de moradias construídas com adobe e quincha, contribuiu para os graves danos em diversas localidades.

“Temos 48 moradias destruídas e 300 desabrigados, que também foram atendidos pelo governo regional, que lhes levou barracas e cobertores”, indicou o funcionário.

O presidente peruano, José María Balcázar, afirmou em entrevista à Rádio Nacional que o governo respondeu imediatamente com “o envio de ajuda humanitária e a coordenação com as autoridades para atender as famílias afetadas e lhes oferecer assistência urgente”.

O chefe do IGP, Hernando Tavera, declarou à AFP que o sismo foi provocado pela reativação da “falha tectônica Altos del Mantaro”, localizada perto da cidade de Chupaca, em Junín.

“Qualquer evento sísmico que ocorra próximo a essa falha vai produzir altos níveis de tremor do solo”, explicou Tavera.

Após o evento principal, o IGP registrou 12 réplicas, a maioria de baixa magnitude.

O Peru, com 34 milhões de habitantes, está localizado no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, que se estende ao longo da costa oeste americana e da costa leste asiática. Nessas regiões se registra a maior atividade sísmica do mundo.

Por ano, somente no Peru ocorrem pelo menos 400 terremotos de magnitude 4,0, dos quais cerca de cem são perceptíveis pela população.

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