Torcedor iraniano é assassinado após comemorar vitória dos Estados Unidos contra seleção do Irã
Um homem iraniano foi morto a tiros por forças de segurança depois de comemorar a eliminação de seu país da Copa do Mundo do Catar 2022, segundo informações de grupos de direitos humanos divulgadas nesta quarta-feira, 30. A seleção do Irã foi derrotada pelos Estados Unidos na partida disputada na noite de terça-feira, 29, gerando diferentes reações de apoiadores e críticos do regime iraniano. Mehran Samak, de 27 anos, foi assassinado após buzinar de seu carro, em Bandar Anzali, uma cidade na costa do Mar Cáspio, ao noroeste de Teerã, relataram grupos de direitos humanos. Samak “foi um alvo deliberado. As forças de segurança atiraram nele, na cabeça (…) após a derrota da seleção nacional contra os Estados Unidos”, denunciou o grupo Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega. O Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI, na sigla em inglês), com sede em Nova York, também informou que Samak foi morto pelas forças de segurança por comemorar a derrota. A instituição divulgou um vídeo de seu enterro em Teerã, nesta quarta-feira, no qual podia-se ouvir gritos de “Morte ao ditador!” . O Irã é palco de protestos deflagrados pela morte, em 16 de setembro, da jovem curdo-iraniana Mahsa Amini, três dias após ser presa. Ela foi acusada de violar o código de vestimenta do país, que exige das mulheres o uso do véu em público.
*Com informações da agência AFP
[jp-related-posts ids=”1343009, 1343069″]
Assuntos
continue lendo
Mundo
Irã se recusa a negociar com os EUA enquanto suas condições não forem atendidas
O presidente americano afirmou novamente que estava 'aberto' a dialogar com Teerã
- Argentina amplia denúncias de atividades petrolíferas ilegais próximo das Malvinas Europa Press · há 1 hora
- Trump diz ser ‘horrível’ decisão da Corte de rejeitar restrição sobre voto por correio AFP · há 1 hora
- Turquia prende dezenas de manifestantes que protestavam contra a repressão LGBTQIA+ AFP · há 2 horas
- Bruxelas diz que ‘prioridade’ é repatriar ao Marrocos migrantes ilegais do país em Ceuta Europa Press · há 2 horas