Após ataques em Cabul, republicanos se dividem e parte quer impeachment de Joe Biden
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ainda não deixou claro qual vai ser a resposta aos ataques do Estado Islâmico em Cabul, no Afeganistão, que aconteceram na última quinta-feira, 26. Frente à situação, agora acontece um racha no partido republicano, de oposição ao atual governo. Uma parte minoritária quer que os Estados Unidos respondam o ISIS à altura. A outra quer que Biden sofra um impeachment e seja retirado do poder. Apesar da pressão e da certeza de que Joe Biden “não vai esquecer” o ataque, ainda não foi definido qual será a resposta ao grupo terrorista. O ISIS é inimigo declarado dos Estados Unidos. O secretário de Defesa do país, Lloyd Austin, defende que fazer qualquer coisa que seja menor, especialmente agora, seria uma desonra aos propósitos e sacrifícios que homens e mulheres fizeram ao país. Por parte dos democratas, a situação ainda é de cautela e espera de definições.
Na Europa, líderes das principais potências se pronunciaram e prestaram condolências ao familiares de militares e civis mortos nas explosões. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, país responsável por tomar conta do aeroporto de Cabul, declarou que ainda não decidiu se vai continuar tomando conta do espaço. A Turquia faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e tinha centenas de soldados nessa ocupação. O país foi responsável pelo principal aeroporto do Afeganistão nos últimos seis anos e o desejo do Talibã é que a nação de Erdoğan se mantenha ali. O secretário de Defesa do Reino Unido, Ben Wallace, afirmou que o país está no estágio final do trabalho de resgate. Quem está dentro do aeroporto vai sair, quem não está deve permanecer no Afeganistão. A previsão é de que mil pessoas ainda serão transportadas — 13,7 mil já embarcaram. A Alemanha e a França também estão encerrando seus trabalhos na região.
*Com informações dos correspondentes Eliseu Caetano e Renato Senise
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