Biden reconhece como genocídio o massacre de armênios no século XX
No dia em que a Armênia relembrou os 106 anos do início dos massacres contra a população do país, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, atendeu a uma reivindicação histórica da ex-república soviética. O democrata reconheceu formalmente que foi um genocídio os assassinatos em massa do povo armênio no início do século XX pelas mãos do Império Otomano. Ele afirmou que a declaração não tem como objetivo apontar culpados, mas garantir que o que aconteceu nunca se repita. As mortes ocorreram na região que hoje corresponde às fronteiras da Turquia com os países do Cáucaso.
Segundo a Armênia e aliados, ao menos um 1,5 milhão de pessoas foram assassinadas no período. O governo turco, no entanto, nega que tenha havido genocídio e afirma que esse número não corresponde à realidade. Neste sábado, o chanceler da Turquia, Mevlut Cavusoglu, chamou a declaração do presidente norte-americano de populista. No Twitter, ele escreveu que o oportunismo político é a maior traição à paz e à Justiça. Antes dos Estados Unidos, outros países já tinham reconhecido o genocídio na Armênia, como Uruguai, França, Alemanha, Canadá e Rússia.
*Com informações da repórter Nicole Fusco
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