Brasil vai a Davos mostrar ‘patrimônio de realizações’, afirma Marcos Troyjo
O Brasil é um dos destinos mais atraentes para investimentos no mundo nesse momento. É assim que avaliou nesta segunda-feira (20), o secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo.
Em entrevista ao Jornal da Manhã, Troyjo adiantou o que o Brasil pretende apresentar no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, que começa na próxima terça-feira (21).
Ele lembrou que, em 2019, o governo foi para Davos com apenas três semanas de governo. “Na época fizemos um plano de voo. Falamos da reforma da Previdência, privatização, previsão de melhorias, abertura comercial. Agora a gente volta tendo um patrimônio de realizações em cada uma dessas frentes.”
De acordo com ele, isso mostra capital político e capacidade de realização do governo. “Com o conjunto de reformas (Previdência, tributária e administrativa) e privatizações a gente refaz o mais ambicioso e abrangente processo de transformação estrutural. Isso é muito importante.”
Marcos ressaltou que o Brasil está “nadando contra a corrente” diante de uma escassez geral de oportunidades lucrativas e viáveis.
Mercosul X UE
O secretário de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais lembrou da dimensão do acordo entre Mercosul e União Europeia — assinado em junho de 2019 — e ressaltou as portas que ele deve abrir nos próximos anos.
“Ele demora para passar a valer, mas os impactos podem ser sentidos desde agora. Se você for uma empresa estrangeira que considera investir no Brasil, sem o acordo o teto de explorar oportunidades é pequeno. Na medida que o Brasil se associa à UE, através do Mercosul, a empresa em questão pode acessar também o conjunto de maior economia do mundo.”
Troyjo ressaltou a importância do “jogo de espelhos” gerado por isso. “O contato com a União Europeia deixa os norte-americanos interessados; com isso, o Japão também mostra interesse. É muito importante porque agora vamos em busca do tempo perdido.”
OCDE
Marcos Troyjo reconheceu a importância dos Estados Unidos indicar apoio prioritário ao Brasil na entrada para a OCDE.
“Os EUA são a maior economia do mundo em termos de Estado, portanto ele tem uma voz diferenciada no âmbito da OCDE. Em um passado recente, a principal resistência deles com o Brasil era o governo.”
Para ele, agora, “graças ao Bolsonaro” o Brasil tem apoio. “O país está aberto para cooperação legítima que respeite a soberania nacional”, declarou. “Chegamos em Davos com um endosso importante que vai gerar efeitos concretos.”
Assuntos
continue lendo
Mundo
UE adia renovação de sanções contra Rússia para avaliar isenção ao ex-dono do Arsenal
O bloco atendeu ao pedido da França para suspender as punições contra Alisher Usmanov
- Medalista olímpica, Leila do Vôlei tenta reeleição ao Senado pelo DF Júlia Lara · há 2 semanas
- Renan Santos formaliza pedidos de impeachment contra Moraes e Toffoli, do STF Marcelo Bamonte · há 2 semanas
- Alexandre Kalil, o ex-presidente do Atlético-MG, que foi prefeito de BH e agora quer o governo de MG Sarah Américo · há 2 semanas
- Vorcaro perguntou se devia ‘estar fora’ para Moraes dois dias antes de ser preso Fernando Keller · há 2 semanas