Em vídeo, Flávio diz que trechos vazados de investigação do MP querem ‘atingir o presidente’

  • Por Jovem Pan
  • 19/12/2019 18h43
Reprodução/FacebookForam cumpridos mandados de busca e apreensão nesta quarta em endereços ligados ao senador e a ex-assessores parlamentares do seu tempo na Alerj

O senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) se pronunciou nesta quinta-feira (19) por meio de um vídeo no YouTube a respeito dos mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quarta em endereços ligados a ele e a ex-assessores parlamentares do seu tempo na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

A ação é um desdobramento de uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) sobre suposta prática de “rachadinha” no gabinete do então deputado estadual e que tem como pivô o ex-assessor Fabrício Queiroz.

Segundo Flávio Bolsonaro, trechos da investigação do MP têm sido vazados para a imprensa com a intenção de gerar desgaste a sua imagem “e para atingir o presidente Jair Bolsonaro”, de quem ele é filho.

O parlamentar também atacou o juiz que autorizou a operação, alegando que o magistrado Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 27ª Vara Criminal do Rio, é “motivo de chacota” e teria autorizado busca e apreensão “na casa de pessoas que sequer estavam no procedimento do MP”. Além disso, disse que o órgão deveria investigar o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), que, segundo o senador, empregaria a filha do juiz em seu gabinete.

“A Nathalia Nicolau trabalha com o governador Wilson Witzel. Está lá até hoje. É uma boquinha que parece ser boa, MP. Vocês podem investigar. Inclusive ouço falar que ela não aparece muito por lá, não. É bom vocês investigarem se não tem um funcionário fantasma dentro do gabinete do governador, que é filha do juiz Flávio Itabaiana”, disse o senador.

Foro privilegiado

No vídeo, Flávio afirmou ainda que não está recorrendo ao foro privilegiado por vontade própria, mas simplesmente porque “é o que diz a legislação”.

“Não estou aqui pedindo foro privilegiado, isso está fora da minha escolha. É o que diz a legislação. Vamos tomar as providências”, afirmou.

Nesta quinta-feira (19), a defesa de Flávio entrou com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF). A relatoria do caso foi designada para o ministro Gilmar Mendes.

* Com informações do Estadão Conteúdo