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Pará registra aumento de incêndios em meio à preparação para sediar a COP30 em 2025

De acordo com Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), estado registrou crescimento de 34% nos casos durante 2024, totalizando em 56.070 ocorrências; 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima acontece em novembro

ia samy

Vista aérea de um incêndio ilegal na floresta amazônica
Vista aérea de um incêndio ilegal na floresta amazônica MICHAEL DANTAS / AFP

Pará, que será a sede da COP30, enfrentou um aumento significativo de 34% nos focos de incêndio em 2024, totalizando 56.070 ocorrências, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Esse número representa 20,1% do total de incêndios registrados no Brasil. Pensando na média nacional, o Inpe revelou que o país teve 278,3 mil focos, refletindo um aumento de 46,5%.

Apesar de ser o estado mais afetado pela extração ilegal de madeira e grilagem, o Pará conseguiu registrar a menor taxa de desmatamento em uma década. No entanto, continua a liderar os índices de desmatamento na Amazônia Legal, o que evidencia a complexidade dos desafios ambientais enfrentados na região.

A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará anunciou que está intensificando suas ações para combater os incêndios florestais, que têm sido exacerbados pelas mudanças climáticas. Com apenas 30% do território sob jurisdição estadual, a situação exige uma colaboração estreita com o governo federal para uma resposta mais eficaz.

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– Confira a nota completa da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará:

“A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) informa que o Pará tem intensificado os esforços para combater o aumento de incêndios florestais e queimadas, fenômenos agravados pelas mudanças climáticas globais. Os anos de 2023 e 2024 estão entre os mais quentes desde o período pré-revolução industrial, com temperaturas elevadas e chuvas reduzidas, condições que ampliam a vulnerabilidade ambiental e favorecem a ocorrência de queimadas.

É importante destacar que apenas 30% do território paraense está sob jurisdição estadual, enquanto 70% pertence à esfera federal, o que exige uma ação coordenada com a União. Em setembro deste ano, o estado solicitou apoio ao governo federal para reforçar os recursos destinados ao combate às queimadas. Além disso, o Pará integra o Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Nacional (CIMAN), coordenado pelo governo federal, que reúne órgãos como Ministério do Meio Ambiente, IBAMA, ICMBio, FUNAI, CENSIPAM e INCRA, além de representantes estaduais, para alinhar estratégias e ações conjuntas para o combate às queimadas.

No âmbito estadual, a Operação Fênix ganhou reforço de 40 novos bombeiros, somando 120 profissionais distribuídos em cinco frentes de trabalho. Foram também incorporadas oito novas viaturas e abafadores de incêndio às três já em operação, além do suporte de dois helicópteros para o combate aéreo às queimadas.

Neste período, a floresta está mais inflamável, o que explica o aumento de focos de calor, mesmo com a redução histórica do desmatamento no Pará, que em 2024 reduziu em 28,4% a taxa de desmatamento, superando os 21% de queda registrados nos dois anos anteriores (2023 e 2022), conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).”

*Reportagem produzida com auxílio de IA
Publicado por Victor Oliveira 

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