Sem mudanças, vamos ter caixa 2 nas eleições de 2018, diz Gilmar Mendes

  • Por Estadão Conteúdo
  • 03/05/2017 13h07
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O ministro do Superior Tribunal Federal, Gilmar Mendes fala sobre o financiamento particular de campanhas políticas (Elza Fiúza/Agência Brasil) Elza Fiuza/Agência Brasil Gilmar Mendes - ABR

Na avaliação de Gilmar Mendes, o sistema de lista fechada – um dos principais pontos discutidos no âmbito da reforma política – não serviria para blindar dirigentes partidários que viraram alvo de investigações. 

“Na medida em que um político peso morto passa a integrar uma lista, que não é uma lista secreta, é um desestímulo para que ela seja votada, porque ela não tem bons nomes, é uma lista contaminada. Vai ter uma manifestação de repúdio. Vocês criaram na imprensa de que isso vai servir para esconder, se fosse pra esconder, colocaria no final da lista, e se está no final da lista não se elege”, afirmou Gilmar.

“A democracia passa por crise no mundo todo. No nosso caso, a nossa briga é para criar a democracia partidária, fortalecer os partidos, que nem isso nós temos hoje”, acrescentou.

O ministro não quis rebater as declarações do procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, que criticou a decisão da Segunda Turma do STF de revogar a prisão preventiva do ex-ministro José Dirceu. Gilmar deu o voto de desempate no julgamento. “Já disse tudo o que tinha pra dizer no meu voto, ontem (terça-feira, 2), disse o ministro.

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