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Cármen Lúcia afirma que o ‘8 de Janeiro de 2023 não foi um acontecimento banal’

Para a ministra, os ataques foram o clímax de um 'inédito e infame conjunto de acontecimentos' que se desenrolaram com o objetivo de 'insuflar, maliciar e instigar' a população contra as instituições democráticas

Nátaly Tenório

Carmen Lucia, durante julgamento
Carmen Lucia, durante julgamento Antonio Augusto/STF

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), rechaçou enfaticamente qualquer tentativa de minimizar os ataques às sedes dos Três Poderes ao afirmar que o episódio “não foi um acontecimento banal depois de um almoço de domingo, quando as pessoas saíram a passear”. A declaração foi o destaque do início da apresentação de seu voto, nesta quinta-feira (11), no julgamento da Ação Penal 2668, que apura a tentativa de golpe de Estado.

Para a ministra, os ataques foram o clímax de um “inédito e infame conjunto de acontecimentos” que se desenrolaram por meses com o objetivo de “insuflar, maliciar e instigar” a população contra as instituições democráticas.

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Em sua argumentação, Cármen Lúcia definiu golpes de Estado como “processos sociopolíticos complexos, ambíguos e destrutivos”, que visam minar a ordem vigente. Ela destacou a ironia de que a própria lei que criminaliza os atos antidemocráticos foi sancionada por membros do governo que agora estão no banco dos réus, reforçando a legitimidade da legislação aplicada no caso.

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